25/10/08

O leitor faz o título


McCain & Bush- Love at First Sight

O velho espírito americano


The Easy rider

Espírito moderno - "Rough drive"

San Diego
Los Angeles

23/10/08

Chic Mystique


"Personal style is the preference in France where timeless pieces, and scarves, are trendy. French women have this seemingly innate style that makes them the object of envy of their American counterparts who buy the same labels – sometimes even the same outfit – but are surprised when they aren't instantly transformed into Catherine Deneuve."

The best Bond Girl



Honey Ryder - Dr No (1962)
Numa votação realizada pelo jornal britânico Daily Mail, Ursula Andress foi considerada a melhor Bond Girl de sempre. E como nestas coisas não há tempo a perder, o leilão do famoso biquini não se fez esperar.

22/10/08

O camarada Abel e o Euroliberal

Quando é para histórias divertidas do tempo da Faculdade, e em especial as que se passaram no auge da revolução, em que todos eram no mínimo"comunistas", eu não deixo passar. Assim, permito-me deixar aqui uma delas, retirada de um comentário feito pelo Euroliberal a um postal no Portugal Contemporâneo.
"Pois é, a renegada Morgado e o renegado Saldanha Sanches faziam parte da "linha negra" do MRPP (movimento dos rapazes pinta-paredes) que após titânica luta, foi expulsa do partido pela linha vermelha, a pura e dura linha do Camarada Abel, aka, Burrão Merdoso, um grande defensor e educador das massa estudantis desejosas de passar de ano sem fazer um único exame. O camarada Abel tornou mesmo possível casos de denúncia da escola burguesa que ficaram na história.Por exemplo, o daquele proletário sem ambições intelectuais que se inscreveu na Universidade apenas para poder frequentar a cantina universitária, com preços convidativos... Pois não é que quando se foi reinscrever no ano seguinte, lhe disseram que já estava no 4º ano ? A comer o seu bifinho todos os dias quase que ficou doutor...Ah, grande camarada Abel...
Camarada Abel era o pseudónimo do Burrão Merdoso nas páginas do Luta Popular, jornal da classe operária e do seu Partido, o glorioso MRPP...onde ele fulminava todos os dias em editoriais coléricos os renegados que traiam a causa do povo,, pactuando com os sociais fascistas do partido do Barreirinhas, com os fascistas e a CIA...não se esquecendo de tecer loas ao grande Pai dos Povos, o camarada José Estaline..."

21/10/08

Pôr em comum

Quando os meus filhos andavam na primária, agora o 1º ciclo, havia um dia por semana para falarem sobre diversos temas. Era um momento de grande importância para os pequenitos que sentiam a responsabilidade de perante os colegas e a professora, responderem a perguntas, questionarem os outros, serem questionados e acima de tudo aprenderem a ser tolerantes uns com os outros. Este espaço era de tal forma levado a sério que um dos meus filhos - hoje um jovem e responsável médico - ficava com "tonturas" até eu perceber que eram sempre na véspera dum determinado dia da semana. Foi assim que entendi a raiz do problema, e o que era afinal o "pôr em comum". Quero eu dizer, que "é de pequenino que se torce o pepino", ou seja que é no berço que se passam as ideias fundamentais de liberdade, de respeito, de compreensão, de tolerância, e também se ensina a dizer não a sistemas totalitários e a ideias impostas pela prática da repressão. E a propósito destes princípios escolhi hoje no Público, os textos de:
"Filosofemos" de Desidério Murcho ("...mas os filósofos são os primeiros a não aceitar as ideias uns dos outros e a criticá-las cuidadosamente. Pensar que não podemos fazer o mesmo é pensar que somos inferiores, não podemos ser filósofos, só podemos ser comentadores, historiadores... Que se dane tudo isso. Filosofemos - mal, sim, a principio. Mais vale filosofar mal do que não filosofar de todo em todo").
"Volta companheiro Vasco, que estás perdoado" de Helena Matos ("...acima de tudo paira a nomenklatura... com o socialismo a tornar-se cada vez mais pesado, o sonho de cada português é tornar-se mais um protegido...o socialista que ...(Vasco Gonçalves) foi fazia de nós opositores. Os actuais transformaram-nos em contribuintes faltosos ou caso tenhamos conseguido o milagre de ter tudo pago, licenciado e devidamente aprovado, em cidadãos pouco solidários).
"A maioria ilusória" de Miguel Gaspar (" percebi que havia qualquer coisa de esquisito - e de interessante - nas eleições açorianas...o líder falou precisamente oito minutos....oito minutos foi o tempo concedido a César perante a multidão irrequieta que esperava pelo comício de ...Tony Carreira....E a eleição ficou marcada por uma brutal e preocupante abstenção....E face ao avanço da abstenção, as maiorias não são ilegítimas, mas tornam-se de algum modo, ilusórias").
Três peças de autores tão diversos e complementares como aqueles que à partida fazem parte de uma sala de aula da instrução primária. Todos eles são gente com voz, uns saberão mais do que outros, terão cores diferentes e roupas melhores ou piores. Mas têm um a coisa em comum: debatem assuntos, pensam sobre eles e partilham com os outros. E neste caso, rejeitam totalitarismos e ilusão de princípios.

20/10/08

O sufoco de MFL e os sufocados do boné

Quando Manuela Ferreira Leite (MFL) na sua crónica desta semana ao jornal Expresso menciona "...que uma economia excessivamente endividada e muito vulnerável à crise financeira, o que aliado ao facto de o governo sempre ter negado essa crise, não permitiu antecipar e minimizar os seus efeitos...", está igualmente a dizer o que a oposição podia ter dito e não disse, que o PSD devia ter ido por esse país fora e falar sobre o que importava. Mas o que o partido da oposição fez, foi continuar e propagandear o estado de graça que os ministros do actual governo foram tendo. Por essas terras do interior foram vistos muitos militantes do maior partido da oposição a bater palmas aos projectos implementados nas suas regiões. Projectos, que apesar de criarem postos de trabalho, não dinamizaram a economia porque obrigaram outros a fechar portas. Refiro-me nomeadamente, a Paços de Ferreira, em que o investimento da multinacional IKEA criou e retirou capacidade aos empresários do móvel. Foram vários os almoços e jantares perante assembleias de empresários que gostariam de ter planos alternativos e que se viram obrigados a fechar portas, criando em primeiro lugar endividamento e logo a seguir falência e desemprego. Durante os últimos dois anos temos assistido com maior preocupação, frequência e rapidez a empresas e empresários que não sabem o que fazer, que continuam à espera que se lhes diga o que fazer, à fraca capacidade do nosso tecido empresarial e ao limitado músculo financeiro das PME para fazer face a novas situações, que a palavra desafio já ninguém tem coragem para dizer.
MFL bem pode vir dizer que o Parlamento é o órgão que controla o governo. Bem pode vir dizer que o orçamento não pode ser aprovado, mas o que a líder da oposição se tem esquecido de dizer é que ninguém advertiu os eleitores dos males do país, ninguém fez o que devia, ninguém falou no que importava. E assim sendo, como é que se espera que o povo vote na mudança. Que mudança? Se os portugueses não conhecem em primeiro lugar a verdade e em segundo o que fazer, nem o que o aguarda com um novo governo liderado pela senhora que se segue, que mudança?
Por outro lado, José Sócrates tem conseguido passar a mensagem do sucesso europeu, do controlo da economia, da rigidez dos dossiers, do sucesso em continuidade, e agora até conseguiu desencantar dinheiro onde não havia para os pensionistas, para a função pública, etc. Este homem que entende bem as "mensagens", tem vindo a acalmar os portugueses dando confiança sobre garantias bancárias, sobre aquilo que os portugueses querem ouvir e vai poder sair homem vitorioso num momento de crise internacional. E os portugueses gente de bem, acreditarão mais uma vez que este é o salvador do pátria. Pelo caminho ficam aqueles poucos de sempre e aqueles muitos sufocados a apanhar bonés.

19/10/08

Ao Centro e em Aljubarrota

Do centro do país sempre vieram esperanças. Esta é uma zona do país com gente bravia e onde a batalha se ajusta no terreno. Talvez o gosto das lides de touros venha daí e talvez Rio Maior tenha um peso de saída e Aljubarrota seja uma alternativa à saída. Disto isto, deixo a sugestão de uma espaço que provavelmente já existe há muito mas que só agora está devidamente dinamizado. Fica assim um "amor em tempos de cólera", para os próximos dias e fins de semana.

17/10/08

Fame at "Good Morning America"

A crise e os políticos


Vasco Pulido Valente escreve hoje no Público sobre os "Mistérios da crise". Como sempre a sua análise põe o dedo na ferida de forma acutilante e desgraçadamente divertida. Citando o cronista "A crise acabou por se tornar a salvação dos políticos falhados. Correndo gravemente de Paris para Bruxelas ou de Londres para Washington, falam e voltam a falar e a plebe, apavorada, que sempre os detestou, acredita neles." E VPV tem razão quando menciona a palavra confiança, depois de "produtos tóxicos" vem a confiança, e essa é a palavra do momento. E perante tóxico e confiança para quem nos devemos virar senão para as pessoas que nos disseram que o tóxico não era tóxico e afinal se enganaram, e que sentimento é que esperamos que nos devolvam a não ser a confiança no produto e no homem? E é assim, que o português que apenas seria mais um peixe no aquário é um cherne famoso e televisivo, que o francês "rabo de saias" volta a ser estadista inteligente, que o inglês que via a sua carreira a fugir volta a ser sábio, e por cá regressa o salvador feito menino, enquanto "o de oiro" é proposto a candidato e os acólitos se enchem de confiança e tudo volta a rodar. E porque a roleta do poder volta a rodar dentro de cinco segundos, "Messieurs: "faîtes vos jeux!".

"Joe The Plummer"

Sen. Barack Obama answers a question from plumber Joe Wurzelbacher in Holland, Ohio, on Sunday. AP

Da América vêm sempre as coisas mais fantásticas, absurdas, surrealistas, ou que não lembram ao diabo. Da América, o pior pode acontecer em segundos e o contrário também. Na América, qualquer "zé ninguém" vira estrela num segundo e mantém-se no ar durante anos. O fenómeno de massas é uma coisa extraordinária naquele continente, e em especial, nos Estados Unidos. Foram campanhas de medo que fizeram o mundo virar-se para o Islão, foram campanhas de agrado que levaram a acreditar no tio Sam, foram campanhas publicitárias que levaram e levam os outros cidadãos do mundo a comprar marcas, paraísos de férias, produtos de luxo , produtos "tóxicos"- termo tão em voga neste momento - produtos de palavras que se tornam marcas e slogans que caem de tédio de tanto serem usados ou que, pelo contrário, se tornam ícones para sempre. O dia D das eleições presidenciais está a chegar aí e a campanha ao fim. No final sairá um candidato que eu espero que seja Barack Obama. Mas uma coisa é certa, "Joe The Plummer", homem que ninguém conhecia, será um sucesso daqui a um ano, a fazer o quê, não interessa porque ele irá encontrar quem o patrocine. "Joe The Plummer", já é um sucesso de anedotas, de tempos de antena, será o nome e a figura que ficará ligada a estas presidenciais norte americanas, logo a seguir a Sarah Palin, a Hillary Clinton, a Cindy McCain, e ao próprio senador McCain. Em Portugal, fenómeno idêntico só com a Lili Caneças ou com a Elsa Raposo. Mas também é por isso, que o resto do mundo está sempre de olho nos americanos e é também pela mesma razão que o equilíbrio e o desequilíbrio têm tradição nesses lugares.

15/10/08

Portugal em Hamburgo

A história pode ser contada de muitas maneiras. Os portugueses espalhados pelo mundo são de origens diversas. Este exemplar corresponde a um trabalho de investigação. Um livro escrito por Michael Studemund-Halevy sobre a comunidade judaica portuguesa. "Portugal in Hamburg" está à venda na Alemanha e pretende ser um estudo cauteloso sobre questões ainda conflituosas.
"The following study is a first cautious attempt to investigate an aspect of recent Jewish history which has so far been neglected in research - the action taken by Sephardic Jews to rescue the endangered Portuguese-Spanish communities in Europe taking the fate of the community in Hamburg as one example."
Numa época em que a religião é tema de reflexão este é mais um assunto para pensarmos.

Dupla nacionalidade no Luxemburgo

O Luxemburgo leva hoje a votação a lei da dupla nacionalidade. Para os 80.000 portugueses que aí vivem e que representa cerca de 30% da população emigrante, a aprovação da lei representa um maior número de oportunidades de emprego, de integração social e a oportunidade de passar ao patamar de cima e ser um cidadão de primeira. Para os emigrantes portugueses que apesar de viverem melhor no Luxemburgo do que viveriam em Portugal, este é um passo que se eles quiserem, poderá significar deixar de ser o pobrezinho no estrangeiro. Os emigrantes, seja que de origem forem, fazem aquilo que os cidadãos dos países que os acolhem não estão dispostos a fazer pelo mesmo salário. Para nossa sina, no Luxemburgo, todas as empregadas domésticas, balconistas, motoristas e empregados de construção civil, continuam a ser portugueses. Para nosso dissabor, estes portugueses que trabalham e muito, para amealhar - e que nos últimos tempos, nem sequer é para regressar ou enviar remessas, porque as taxas de juro são mais elevadas no Luxemburgo, limitando o incentivo a enviar o que quer que seja para Portugal - continuam a ser considerados os pobrezinhos que não auferindo os salários mínimos dos luxemburgueses, necessitam de subsídios para a educação, para a saúde ou para a compra de habitação. Um casal de portugueses em que ela na limpeza das casas de patroas luxemburguesas ganha cerca de 13,50 euros "declarados" por hora - como orgulhosamente uma me dizia - e ele, a trabalhar para um patrão português na construção civil, dias de horário normal mais os sábados "porque aqui não há nada para fazer, e vamos aproveitando o fim de semana para ganhar mais uns trocos", correspondendo a um rendimento familiar "limpo" de 5000 euros por mês, é considerado cidadão de segunda a necessitar das ajudas do governo luxemburguês. Assim este casal com dois filhos um com quatro e outro com oito anos, paga 5,00 euros por mês para ter os filhos na primária e no infantário com almoço e lanche incluídos, podendo pagar 8,00 euros, se quiser que eles fiquem na escola até às 18 horas.
Este casal de emigrantes, boa gente e até esclarecido, que comprou uma casa, mas como continua a ser considerado o probezinho no Luxemburgo, tem um subsídio ao empréstimo à habitação, recebendo agora cerca de 500,00 euros por mês para fazer face ao financiamento que o obriga a pagar cerca de 1200,00 euros mensalmente durante 15 anos. Ou seja, este casal que vive numa casa comprada, que tem dois filhos, que tem dois automóveis, que vem uma vez por ano a Portugal, que já construiu a sua casinha na aldeia minhota no terreno dos antepassados, e que pode gastar cerca de 10,000 euros quando vem de férias à terra, continua a ser considerado de segunda fora e dentro do espaço Schengen. A aprovação da lei irá fazer com que os portugueses deixem de ser portugueses de segunda, porque agora o governo não tem a mesma razão para lhes continuar a dar subsídios e os empregadores fazerem vencimentos "declarados" mais baixos do que fariam aos de nacionalidade de primeira. Nesse caso, os portugueses e os luxemburgueses poderão ser apenas cidadãos que passaram ao estatuto de expatriados. O problema é que a mentalidade de emigrante continua a fazer-se sentir nas mentes de todos aqueles que são e que vêem quem parte e quem chega. E os portugueses que partiram de Portugal com o espírito de amealhar uns trocos e trabalhar porque "aqui não há nada para fazer", bem têm de pegar no carro e ir ao sábado e ao domingo ali ao lado a França , à Bélgica ou à Alemanha para ver mais alguma coisa e não ficar à espera que sejam os filhos a ter de descobrir que o mundo e o Luxemburgo, não são assim tão pequenos.
Foi o que eu fiz este fim de semana. Uma vez no Luxemburgo, fui ali até Reims passar o dia, ver a Catedral, comer uma boa refeição, encontrar excelente sol, que contrariava o nevoeiro anterior, e ainda regressei a tempo das enfadonhas reuniões de trabalho que fazem parte do nosso dia a dia. Mas isto sou eu e as minhas escolhas.

13/10/08

10/10/08

Os primos da América

Está tudo explicado!


A prima da princesa e quem tem olho é rei!

A árvore, a jóia e o Nilo

Luxury and Wellness

Investimento

Luxury and Wellness

Divindade e Poder

Bastet na mitologia egipcia (palavra grega para "gato") é uma divindade solar e deusa da fertilidade, além de protectora das mulheres grávidas e tinha poder sobre os eclipses solares. Por vezes é confundida como Sekhmet, adquirindo neste caso o aspecto feroz de leoa. Reza a história que certa vez, ordenou a Sekhmet que castigasse a humanidade por causa de sua desobediência. A deusa, que é representada com cabeça de leoa, executou a tarefa com tamanha fúria que o deus precisou de a embebedar com cerveja para que ela não acabasse exterminando toda a raça humana. E assim, originou a deusa Bastet.
Em tempos mais modernos, esta deusa da fertilidade e do amor, veio dar mote a documentário que passará em breve pela imprensa. Intitulado "Luxury and Wellness" as filmagens decorrerão no Egipto de forma não discricionária, mas não é certo que façam a descida do Nilo. As pirâmides servirão para atemorizar os mais incrédulos e alimentar desejos de investimentos idênticos. Bastet, deusa egípcia e gata sagrada, estará atenta a Harrison caso a tentem transformar em abóbora congelada ou cerveja para exportação.
O enredo da campanha, cujas filmagens decorrerão a partir do próximo fim de semana, tem como protagonistas actores recrutados em função da sua espontaneidade e atributos de imagem, e foram contratados cantores de renome para dar voz ao elenco. A exemplo de outras campanhas, também aqui poderemos recordar algumas passagens de Agatha Christie na ficção ou de Michael Douglas no cinema.
A estimativa de investimento será no mínimo de 10.000 euros não havendo valores máximos.

Na Literatura a França continua em alta

No meio da (des)graça que se chama Sarkozy, a França não nos está a desapontar em notícias boas. O prémio Nobel da Literatura foi entregue ao escritor Jean-Marie Le Clézio se bem que em Portugal pouco se conheça deste escritor. Em Portugal a obra está quase toda esgota, porque é claro é tão desconhecido que os poucos exemplares são imediatamente vendidos por quem sabe. Mas como somos sempre os mesmos iremos ter várias versões em breve, nas grandes superfícies. Do mal o menos! Le Clézio, tem cerca de 50 títulos editados e é considerado um escritor de culto que se tem preocupado com o universalismo cultural. O seu último livro foi publicado este mês pela Gallimard com o título "Ritournelle de la Faim". Curioso título nos tempos que correm!

Jacques Brel - Ne Me Quitte Pas

Une valse à mille temps

148 mil dólares

O valor de um manuscrito

Sotheby's e Jacques Brel

Imagino que o rapazinho belga nascido em 1929 não imaginaria o sucesso que um dia as suas canções poderiam ter, e muito menos que uma casa trinta anos após a sua morte fizesse 95 lotes, e o levasse a leilão. Foi o que aconteceu ao espólio de Jacques Brel e por um milhão de euros. "Une valse à mille temps" e "Ne me quitte pas" são dois dos seus maiores êxitos, mas para coleccionador, foi o caderno com a canção Amsterdam que atingiu o melhor preço.
Interessantes analogias que poderíamos fazer entre a data de nascimento de Brel, a valsa a mil tempos, o mercado leiloeiro, os investimentos e a queda das bolsas em todo o mundo. Foi o valor de um manuscrito que ditou mais alto. Quem diria!

Sarah Palin é pittbull com batôn, diz Bardot

Hoje, o caderno2 do Público, tem uma pequena notícia muito interessante. BB escreveu uma carta a Sarah Palin em que lhe pede para "deixar de se considerar um pitbull com batôn". Brigitte Bardot defensora dos animais parece estar chocada com a candidata republicana. É que conhecendo BB os pitbull está indignada que Sarah Palin consiga "ser pior e morder mais" que esta raça animal. Brigitte considera que Palin é "uma desgraça para as mulheres e uma catástrofe ambiental"
Ai, as mulheres! Quando querem são mesmo mázinhas umas com as outras. Por outro lado, não deixa de ser engraçado que seja Bardot a vir com este argumento da pintura, ela que continua a usar o rimmel, o batôn e o blush em quantidades que nem o fotoshop consegue eliminar. Mas dou-lhe os parabéns pela ousadia da mensagem, como aliás é habitual em BB sempre que tem de defender os seus queridos animais.

07/10/08

Galardoados com o Nobel

Medicina encontra os seus Nobel, na Europa e, porque cada vez mais tudo se faz em equipa e já não existe "O" mas sim"Os", o Prémio foi atribuído em parceria a Françoise Barré-Sinoussi e Luc Montagnier, pela investigação e identificação do virús HIV. Harald zur Hausen, pela investigação e identificação do virús VPH.

King's and Guy's

Desmond Tutu, Nobel da Paz em 1984, faz hoje 77 anos. Tutu é um dos "guys" que passaram pelo King's College. Tutu é referência para todos os estudantes que frequentam a Universidade de Londres. Entre King's e Guy's todos credenciam a Instituição.

As mil e uma noites em versão camarária

Ainda a propósito das notícias sobre as Mil e uma Noites em casa emprestada pela CML, importa reler Eduardo Pitta em AS CASAS DA CML, 7 [E AS OUTRAS] .
Também no DN, Fernanda Câncio trazia uma crónica interessante sobre a sua interpretação do tema. Dizia a jornalista, e bem, em relação a B.B. (Baptista - Bastos), que este apenas se limitou a ver um direito de cidadão cumprido, num momento em que se encontrava desempregado, com filhos para sustentar e a residir numa casa degradada em Alfama. A casa em que Baptista - Bastos residia tinha fissuras, estava sem condições de habitabilidade e B.B. apenas se limitou a reclamar obras de benfeitoria. A Câmara entregou-lhe nova casa que ele sempre pagou e não recusou as correspondentes actualizações das rendas. Estou de acordo, que B.B. não deve ser penitenciado por ter reclamado e aceite. Mas eu também penso, que apesar de B.B. ser um cidadão residente em Lisboa e com direitos iguais a todos os outros que aí vivem, ele não tem sido ao longo da sua vida um cidadão qualquer. Ele é jornalista, ele tem o hábito de comentar e apresentar casos criticáveis, a ele se deve a célebre frase "onde é que tu estavas no 25 de Abril" significando que ao contrário de muitos ele estava em plena luta democrática, ele é escritor, ele é um intelectual e comentador televisivo, entre outras actividades ligadas à cidadania. Assim B.B. por muita razão que possa ter, e por muita consideração que se possa ter pela situação eventualmente precária que detinha nessa época, dá vontade de perguntar agora "Olha lá, a casa em que tu estavas antes e depois de Abril era do tamanho de que político?"

Vai tudo pelo cano abaixo

A economia da Europa não está nada bem! Nós já sabíamos isso, mas parece que cada dia que passa, jornais, políticos, comentadores e outros se apressam a contar a mesma história, porque apesar de serem várias elas - as histórias - terminam sempre da mesma maneira: "isto está muito mau, e a crise vem aí." Quer dizer, a crise está aí ou aqui há muito tempo, quem anda no mercado sabe que as encomendas baixaram, que os clientes não pagam ou que estão a pagar a 240 dias, que os fornecedores têm dificuldades em cumprir prazos de entrega pela simples razão de que não têm capacidade de negociação, os preços são elevados pela mesma razão, o crédito malparado é coisa de todos e não apenas da banca, que o endividamento é de todos e não apenas de algumas famílias. Por isso não é de admirar que esse grande projecto, aposta de governos e governantes, grande reflexo da "nossa entrada na Europa" como se disse na altura, esteja a correr perigos. A Autoeuropa vai parar a produção de mono-volumes VW Sharan e Seat Alhambra por falta de encomendas. A fábrica já tinha parado a produção no mês passado por falta semelhante. A produção que se destina ao mercado espanhol está em queda e Portugal vai atrás. A maior preocupação da fábrica são os 40% de encomendas do desportivo VW Eos que se destinam aos EUA. E a fábrica continuará a parar em Novembro e Dezembro, ou seja todos os meses. E o desemprego não tardará, apesar de nos quererem adormecer com palavras para embalar meninos "...é um indicador de crise, apesar de se tratar de uma medida sem risco de despedimento, encaixando-se no banco de horas da fábrica" (António Chora, ao Público).
Nós já sabíamos que a União Europeia tinha muitos frutos, acontece que a maioria das pessoas estava convencida que pelo meio só havia alguma fruta pisada, mas acontece que ela parece estar a ficar completamente apodrecida. E quando a fruta está neste estado, qualquer dona de casa sabe que tem duas hipóteses: ou faz uma saladinha ou deita tudo pelo cano abaixo. Pois é o que está a acontecer à Europa, a salada parece que já deu o que tinha a dar, e neste momento cada um compra a sua fruta isoladamente e quer dinheiro novo à vista. A questão é sabermos que dinheiro, e quem dá o primeiro passo para atirar tudo pelo cano abaixo.

Hosana nas alturas

02/10/08

Ricardo Arroja debate plano Paulson

O Ricardo Arroja esteve ontem, num debate, na televisão. Gostei de ver o Ricardo e de o ouvir. Apesar da sua juventude ele soube estar à altura do tema que neste momento preocupa o Mundo. A crise não é apenas norte americana. A crise é de todo o mundo e como bem explicou o Ricardo a quem parece que já chamaram comunista, a aprovação do plano Paulson e respectiva intervenção na economia americana são o começo não para resolver a crise, mas para começar a arrumar a casa.
Arrumar a casa é um termo muito português, quando queremos dizer que vamos passar à frente. É que não sei porquê, mas sem a arrumação as coisas encanitam. Em Portugal, a casa está muito desarrumada, mas o nosso Primeiro continua a dizer que "os portugueses podem estar sossegados porque as suas poupanças não estão em risco". O risco é nós não termos poupanças muito em breve, se é que elas ainda existem. O endividamento das famílias manifesta-se todos os dias nas coisas básicas e não tarda que seja mais do que básico que temos de estar muito desassossegados.
O Ricardo esteve bem e fez-me lembrar um professor que eu tive há já longos anos na faculdade. Directo, com um discurso à medida, tecnicamente bem preparado, bom comunicador e a transmitir confiança. E para além disso bem apresentado, por que não dizê-lo ?
Só tinha um senão: o nó da gravata estava torto, mas isso é mesmo um pormenor que faz parte das contradições que só um elemento feminino poderia dizer - um assunto tão sério e sai uma frase destas. É que esta "casa" seria demasiado aborrecida se não tivesse este toque contraditório. Parabéns ao rapaz que merece continuar a aparecer nos debates deste país, depois de já se ter iniciado noutras cadeias televisivas.