13/01/10

Haiti em tempo de ruínas

No tempo em que havia pessoasSem tempo no meio dos escombros

No tempo em que as pessoas ainda passeavam

A tempo de salvar uma vida

Com o tempo para salvar vidas

A calamidade instalada no tempo

No tempo em que o Palácio derrubado é o que menos interessa

Um país em que o desespero acontece todos os dias e continua na manhã seguinte não deveria estar sujeito a mais esta calamidade. Recordo o que escrevi há tempos e que deixo aqui e aqui outra vez.
(Fotos da net)

9 comentários:

Luísa disse...

Querida GJ, começo por não entender como é que ainda há países «em que o desespero acontece todos os dias e continua na manhã seguinte». Ou talvez não queira entender, porque julgo que se entende bem demais.

Si disse...

Estou incrédula.
E revoltada.
E se calhar até incoerente.
Se a Terra for realmente o organismo vivo que reage às operações invasivas do Homem, já agora, podia ter consciência no olho por olho, dente por dente.
Havia muito mais quem merecesse um abanão destes sem criar desgraça em cima da desgraça já existente.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Não tinha lido o post sobre o Haiti. Estive lá, numa breve passagem, em 1977, no tempo de Baby Doc. Fiquei chocado.
Ontem, ao saber a notícia, fiquei incrédulo. Como é possível castigar assim, um povo já tão castigado ao longo dos últimos 300 anos?

Austeriana disse...

Ajudar. Queria tanto poder ajudar...

Ana Paula Sena disse...

Eu também gostava tanto de poder ajudar, ajudar mesmo...!

Na verdade, para lá desta tremenda calamidade, não é de agora o grande sofrimento do povo do Haiti.

ana v. disse...

GJ, já andamos a sentir a sua falta... que tal aparecer por cá, hein?
:-)

Dulce Braga disse...

:(((

TERESA SANTOS disse...

Há povos que nascem sob o signo do martírio.
E lutam, e(sobre)vivem, e agigantam-se no meio de um destino de uma crueldade incompreensivel. Meu Deus, chega de martirio, chega!
E as palavras vão acabando, e vamos hemudecendo perante o horror que parece não ter fim.
E as lições de vida não acabam. É o sorriso de um sobrevivente, são os cânticos, em rostos luminosos de fé, cânticos no meio de caos.
Povo eleito? Talvez!

GJ disse...

Há países e pessoas que nasceram e permanecem toda a vida no calvário. Se são eleitos, como se interroga a Teresa,não sei. Nesse caso, oxalá exista um grande reino à espera para compensar.