27/05/10

Acho XIII

Acho que limitar a venda de bebidas alcoólicas a menores passando para 18 anos a idade mínima de venda me parece bem, duvido, no entanto, da eficácia da lei. Os jovens saem à noite cada vez mais cedo, frequentam bares e discotecas a partir dos 14 anos, as raparigas forçam make-up e entram sem dificuldade nos lugares nocturnos, os cafés não fiscalizam quem bebe, apenas quem compra e a cerveja é de acesso imediato. Quem controla as vendas no supermercado e nas bombas de gasolina? Por isso, não acredito que a lei per si mantenha os jovens fora do acesso ao álcool e do seu consumo. O comportamento dos jovens é diferente do que era há alguns anos atrás, os hábitos de consumo tendem a manifestar-se muito preocupantes mas não é só através da lei que tal se modifica. Acho, e sei que estou certa, que é no seio familiar que os exemplos se colhem e a formação se faz, que é aos pais, em primeiro lugar, que cabe ensinar os filhos a terem comportamentos saudáveis, cívicos e normais, porque saber beber é normal e não um crime. E acho, igualmente, que muitos pais têm de alterar os seus comportamentos de educação sob pena de transformarem pessoas razoáveis em pequenos e insuportáveis cidadãos para a vida.

4 comentários:

bacouca disse...

GJ
Li hoje os seus posts anteriores, pois resolvi fazer uma "escapadinha" mas a minha porta está aberta para estar consigo. Contudo os comentários a fazer aos mesmos não me satisfazem com um simples:" coragem", " resistente", descrição sincera e clara. São tudo isso e muito mais. É uma luta que travou e trava, consciente, sofrida mas vivida, sem tabus nem exageros, com a esperança que tem forças para a enfrentar. Não depende exclusivamente de si mas a sua vontade contribui muito para o sucesso.
Um grande beijo

Mike disse...

(eu também) Acho (XIII).

Luísa disse...

Não estou tão certa de que os hábitos tenham mudado substancialmente, GJ. No meu tempo – ou talvez possa dizer nosso – a rapaziada também bebia bem e começava cedo. As diferenças são que havia menos raparigas nesses grupos e que as bebidas não envolviam as misturas suspeitas e de altíssimo risco que hoje envolvem (nos chamados «shots»). Por isso, para além de qualquer intervenção legal – que, em todo o caso, aplaudo – parece-me particularmente importante que haja uma ASAE que, mais do que preocupar-se com o métodos de fabrico do queijo da Serra ou da alheira de Chaves, fiscalize o serviço dos «barmen» nesses estaminés da noite.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Muito provavelmente será mais uma lei para ninguém cumprir. Bom fds