30/06/10

Pontos de encontro

As viagens servem para questionarmos o que andamos a fazer. Por isso é importante levar o coração ao largo e deixar entrar as emoções. A serenidade deve estar presente e não devemos deixar que o coração se aperte. Passamos melhor a fase de adaptação e mantemos a capacidade para nos posicionarmos no ponto de partida e nos prepararmos para o de chegada. Voltar ao local do passado quando dele partimos sem vontade, é um exercício de condescendência gradual. Desarrumar gavetas e abrir pacotes com teias de aranha não ajuda a apaziguar feridas, pelo contrário aumenta a alergia. Os sótãos só têm interesse quando o caixote está cheio de brinquedos e fotografias alegres ou de registos dos outros. Sempre que regressamos em busca do que já foi, ou temos o sótão pessoal muito bem arrumado ou dificilmente encontramos o que pensávamos que estava lá. Por isso o melhor é deixar o passado no lugar que deve ter, e procurar o outrora nosso com o coração ao largo sem antecipação e olhando para ele como se fosse a primeira vez. As viagens são diferentes à partida e à chegada. É bom regressar com o sentimento de chegar a casa, apesar de muitas vezes sentirmos que a casa podia estar noutros lugares mais distantes. Ao invés, regressar e sentir o coração apertado de quem não encontrou o seu destino final é o sentimento de quem não está bem no espaço que frequenta, e é por isso que o desejo de voltar a partir se instala tão facilmente. A eterna saudade do viajante é algo que um dia deixaremos a outros para que a guardem no sótão. Até lá, as viagens servem para nos reencontrarmos com a vida, connosco e com os outros.

Acho XIV

"Não tenho cabeça" e "sou um ser humano, estou a sofrer e tenho o direito de sofrer sozinho".
Tudo bem, ó capitão, eu só acho é que foi pena as pernas terem falhado e o hino também.

28/06/10

Good Madness à segunda - feira!


Ray Charles - Georgia On My Mind

25/06/10

Have a nice week-end!



LUZ CASAL - LA PASIÓN - "HISTORIA DE UN AMOR"

Straight and clean

Descoberto ao acaso, gostei do que vi e do que li. Um blogue para ficar de olho porque me recorda vivências canadianas.

24/06/10

Finalmente, Alberto!

O Mónaco anuncia o noivado de Alberto com Charlene. Calma, que ainda há esperança e pode haver fogo, até ao anúncio do casamento.

Nos Açores

Em Angra do Heroísmo o São João tem festa e touradas.

Tanto fogo o Porto viu

Fogo de artificio no São João

22/06/10

Ainda a frase

Independentemente da polémica em redor do ter ou não ter estado presente no funeral, do pior que eu ouvi Cavaco Silva dizer a propósito de Saramago, foi que nunca tinha tido o privilégio de o ter conhecido ou com ele ter privado. E isto para justificar o que fazem os amigos e admiradores de alguém em relação ao dever do chefe de Estado. Se eu fosse Presidente de todos os portugueses teria feito alguma coisa para conhecer o único português com o Nobel da Literatura.

21/06/10

E a paixão?

Vive-se a época do sensacionalismo, mas onde está a paixão? Nos últimos tempos parece que tudo o que se apregoa tem de ser enviado com o exagero de emoção, mas esquecendo que é o mensageiro que traduz o fôlego e o ímpeto da acção. No mundo dos negócios se as equipas de venda não forem apaixonadas pelo produto não serão capazes de traduzir esse espírito de empatia e necessidade de ouvir. O marketing tem passado por momentos difíceis e as empresas e seus gestores põem ênfase principal na diminuição de custos e apresentação de resultados, esquecendo que o bem principal tem de ser vendido em primeiro lugar. Uma empresa com gestores que só se preocupam em reduzir custos e estão alheios à angariação de clientes não vai longe. Com o tempo, mesmo aqueles que ainda têm alguma paixão, passam a desinteressados que tentam vender a outros desinteressados. É urgente voltar a acreditar que o mundo não é feito só de episódios negativos e que não é uma questão de esperança que nos move, mas sim a nossa capacidade de mudar mentalidades, situações, empenhos e outras tendências que estão à nossa mão. Como Seth Godin muito bem nos relembra, "people who don't care, selling products to people who care less" é verdadeiro. Por isso é tão importante que os CEOs se lembrem das pessoas que dirigem e dos produtos e serviços que pretendem que elas representem. Mas para isso, eles terão de se apaixonar, em primeiro lugar, por aquilo que fazem.

Good Madness à segunda-feira!


Somewhere over the rainbow - Sarah Vaughan

19/06/10

José Saramago (1922-2010)

A RTP2 passou ontem em repetição, uma entrevista de José Saramago a José Rodrigues dos Santos, parte de um programa intitulado "Conversas de escritores" que foi transmitido há cerca de um ano e que é importante rever. A conversa orientada para a obra a maior parte do tempo, revelou Saramago de forma simples, afável como não o terá sido noutras épocas da sua vida, condescendente com os seus erros e sem nada mais a provar num tempo que ele próprio terá reconhecido como próximo do fim. Saramago, soube no final da sua vida, criar o impacto que levará muitos a querer conhecer a sua obra. No final vi aquilo que ele quereria que eu tivesse compreendido - uma certa forma de ser- em formato de travessão gramatical. Saramago, tal como Borges, que ele admirava, vai ficar na história da literatura não apenas pelo prémio Nobel que todos querem reclamar, mas pelo estilo que soube criar com muitas ou poucas virgulas, com ou sem minúsculas nos nomes próprios, com ou sem memória para contar. O próprio deixou claro que os livros mais representativos da sua obra são o "Caderno de Pintura e Caligrafia" e "Levantado do Chão". Que reste em paz, quem tão polémico foi!

18/06/10

Camas mal arrumadas

Diz o ditado que cama mal arrumada não dá sonos repousantes e mais, que quem a cama faz e nela se deita não tem de que se queixar. Acontece porém, que lá pelo Algarve há quem queira pôr fim a esta pouca vergonha de camas emprestadas à prima, vendidas livre de impostos e sem as respectivas receitas fiscais, a todos os que nelas se queiram deitar. Ainda por cima agora que o governo anda à caça de receitas e se deu conta desta riqueza nacional que dá pelo nome de economia paralela. A malta já desconfiava que era uma questão de tempo até virem em cima do colchão que temos a mais na garagem para o que der e vier, mas assim de repente não está certo. Por um lado pedem-nos para fazermos férias dentro de casa e que nos tornemos novos empresários e agora querem que deitemos fora as camas que nos davam o rendimento extra do negócio. Em Portugal a economia paralela só continua a ser fenómeno para quem gosta de passar por tanso, para os outros é representativo de uma economia frágil, desorganizada e onde os que se dizem espertos fazem pela vida e chegam a lugares de responsabilidade. Infelizmente sempre existiu e está aí para continuar nos mais diversos sectores. O turismo é apenas o último a ser chamado à pega, sem ninguém o conseguir controlar. São coisas do meu país em tempos de desarrumação.

Olha, casaram!

Harrison Ford e Calista casaram. Como este é o actor que mais influenciou o meu rapaz mais velho na arte "Starwars", fico agora a aguardar o desenrolar dos acontecimentos aqui em casa...:)

17/06/10

Geração 700

Estaremos assim tão distantes da geração 700, e seremos tão diferentes dos gregos como alguns querem acreditar? Não me parece. Sofremos dos mesmos males, temos jovens com excesso de cursos e empregos a menos, temos jovens a viver em casa dos pais até idades tardias e a custos não recompensados, temos trabalhadores que se debatem com reformas que provavelmente nunca receberão, temos salários para recém-licenciados que se encontram a valores idênticos e temos uma geração que não acredita que é capaz de viver sem o estado providência. A geração 700, assim designada pelo valor do salário do recém-licenciado tem muitas vezes vários graus académicos, mas não tem perspectivas de empreendedorismo. Tem medo de lutar em ambiente desconhecido e no entanto, é detentora de cursos e diplomas que supostamente lhe ensinaram a criar o seu próprio emprego, é sabedora de métodos de gestão que deveriam incentivar e motivar quem procura emprego. Em Portugal tal como na Grécia os jovens querem emprego, mas ninguém lhes ensinou que era necessário querer entrar no mercado de trabalho. Para quem esteve habituado a viver em casa dos pais até tarde, a ter tudo aquilo que queria e a estudar não o que devia mas o que lhe parecia ser a moda, não tem grande capacidade para fazer face às dificuldades. Os jovens não estão habituados a fazer sacrifícios e os pais também não os deixam fazer. Vivemos hoje "ensandwichados" entre a geração que tudo pensou para os que haveriam de vir e aquela que não faz a mínima ideia de como aqui chegou. E a conclusão é que esta é uma cultura instalada seja aqui, ou na Grécia, ou em Espanha ou em Itália ou, eu diria, em todos os pontos da Europa remediada.

Vuvuzelas

Depois daquele choro entre as 22 horas e as 6 da manhã do recém nascido, seguido pelo estardalhaço do adolescente à procura de estabilidade hormonal, haverá brinquedo com som mais irritante?

11/06/10

Celebration Concert 2010 South Africa

Dois fantásticos momentos num espectáculo não menos formidável.


Angelique Kidjo FIFA World Cup Kick-off Celebration Concert 2010

Shakira - Waka Waka - 2010 FIFA World Cup Kick-off Celebration Concert