09/08/10

A internacionalização dos comes e bebes

Este ano, a minha praia do costume está diferente. Ela foi invadida por franceses, ingleses e americanos verdadeiros, daqueles que dizem hotdog e pommes frites e gostam de red wine servido a copo às 5 da tarde. Penso que dada a proximidade do campo de golfe de Óbidos, o imobiliário que se foi vendendo especialmente a ingleses e respectiva divulgação feita pelos próprios, a terra se internacionalizou, deixando os meus conterrâneos, por um lado, à deriva e assustados com tanto estrangeiro a usar e a comprar os nossos produtos, e por outro a esfregar as mãos de contentamento provisório. Claro, que esta grandiosa alteração veio provocar igualmente um aumento não dos preços, que esses já estavam previstos pelos comerciantes atentos ao aumento do iva e outros impostos, mas da oferta de comes e bebes. Assim, para além dos habituais cafés e esplanadas de verão, temos mais cafés e mais esplanadas o que se traduz numa maior variedade de sandwiches, sopas, e saladas, que substituem as empadas, rissóis, croquetes,pastelinho de bacalhau e chamuchas de sempre. Mesmo assim, ainda não temos um belo sortido de quiches, antevendo-se um nicho de mercado que será aproveitado no próximo verão,aliás, eu própria estou a equacionar candidatar-me a empresária de tartes doces e salgadas já este ano, dada a minha disponibilidade sombria e enquanto o negócio se mantém longe do fisco. Para além destes novos atractivos, S. Martinho inaugurou um novo take-away de jovens em idade apropriada para os novos e atraentes países no final das férias. É que com tanto estrangeiro(a) os namoros vão pegar e vão dar que falar até ao natal, época em que as esplanadas darão lugar a verdadeiros pontos de pasmaceira, a menos que os bifes se mantenham cá na terra.

10 comentários:

Dreamer disse...

Esse negócio das quiches vai resultar, ou fica, como o negócio dos frangos do Mike, para as calendas gregas? Adoro quiches...

GJ disse...

Em Outubro vou dar um salto aos países nórdicos, farei um estudo de mercado ao negócio dos frangos e decidirei. Ou alinho com o Mike e os outros interessados ou arranco sózinha com as quiches...;)

bacouca disse...

GJ,
Deve ser da proximidade do campo de golfe. Tenho uma amiga que esteve num hotel em Óbidos a descansar e falou da nova "clientela" que por lá viu. Óbidos penso que está a internacionalizar-se, mas com qualidade e sustentável. Adoro Óbidos e espero que S.Martinho tire partido disso.
Quanto às quiches,acho uma bela ideia e não há nada como ser dos primeiros!
Continue a aproveitar esses dias de descanso.
Beijo

ana v. disse...

E ainda há o baile da chita, GJ? Não me diga!
:-)
O meu primeiro namoro foi em S. Martinho (aos 10 anos, glup...)

ana v. disse...

Posso sugerir-lhe um programa diferente? O bar do meu filho João Maria, que se chama Casablanca Chill Out. Fica no Bom Sucesso (lagoa de Óbidos, conhece de certeza) na "aberta" que une a lagoa ao mar, mesmo em frente da Foz do Arelho. Tem a melhor vista do mundo e o dono é o miúdo mais bonito que lá estiver (mãe babada, eu sei...). Diga que é minha amiga.
:-)

Mike disse...

Dreamer, o negócio dos frangos está mais para as calendas australianas. ;-)
Ó Colega, ainda (ou já?) nos cruzamos no "bidé das marquesas". :-)
p.s. - eu de quiches percebo pouco, mas se me der umas lições...

GJ disse...

Colega, eu sou fácil de identificar. Entre chapéus e lenços não há igual...;)

GJ disse...

Ana, vou cuscar o bar do João Maria.
E ainda se faz o Baile das Chitas só que cada vez com menos adeptos.:)

GJ disse...

Bacouca, também alinha nas quiches? Óptimo!)

Luísa disse...

GJ, se enveredar por esse negócio, assumo o meu pendor «reviralhista», largo os frangos e passo-me para as quiches. Tem outro «chic»! ;-D