31/01/11

29/01/11

Alemães e portugueses

A notícia não seria tal se os alemães não tivessem começado a chegar em 1980, há um ano se tivesse desconfiado e há um mês se constatasse a veracidade dos factos e há dois dias se tivesse divulgado. Assim, de repente até parece mentira, mas não é. Os alemães, ou seja a Alemanha, ao abrigo duma lei que permite enviar, "deslocalizar" cidadãos problemáticos  para outros países da comunidade, para se tornarem gente civilizada,  desatou a despachar jovens para o Alentejo e Algarve. Esses jovens são enviados para casa de famílias alemãs que recebem 3800 euros mensais para os porem no sítio, os jovens claro. Estes, pelos vistos começaram a fazer alguns desacatos que se tornaram indesejáveis e deram nas vistas, apesar de andarem há 25 anos por aí. As famílias encantadas, e só é pena de não serem portuguesas a ganhar o tal chorudo subsidio, devem ter um pezinho de meia jeitoso e bem escondido. A tal associação que deveria formalizar o acordo comunitário nicles, diz que anda há dez anos a tentar, coisa que sendo os alemães gente tão séria , rápida e eficiente me espanta.
Agora e no meio disto tudo, eu pergunto se não somos mesmo uma cambada de parvos por termos deixado fugir este acordo para as mãos dos alemães e ainda mais não termos tratado de enviar em primeira classe para a Alemanha, todos aqueles indesejáveis que se encontram espalhados pelas cidades e terras deste país.
No mínimo somos muito distraídos!

Terapias

Como rotina semanal, e para além, dos outros afazeres, tenho logo pela manhã a sessão de fisioterapia. É mais ou menos como ir ao ginásio antes de começar o dia. O meu terapeuta, que podia ser meu filho, mantém a boa disposição e o ambiente aprazível com humor e voz decisiva para que o Sr. Mário tenha força nas pernas ou a D. Vitória mantenha, aos seus 85 anos, mãos que lhe permitam melhorar o seu dia-a dia. Há de tudo um pouco, a maioria são pessoas acima dos 60 anos, os homens com queixas motoras, as mulheres com problemas que se advinham consequências de osteoporose ou de muitas horas em tarefas repetitivas. Aquela sala é para a maioria uma forma de convívio onde vão contando estórias do antigamente, misturadas pela realidade actual, mas acima de tudo é um espaço onde não há lugar a lamurias, porque cada um tem o seu mal e onde cada um quer mostrar o seu melhor. Assim, o amigo que já fez quilómetros de estrada, fruto da sua profissão, é "um louco por paisagens" e também "ama o seu país, apesar de não conhecer outro". Palavras que não teriam sentido se a descontracção do ambiente não o favorecesse e aquele senhor entre os sessenta e os setenta teria dificuldade em utilizar de forma tão solta o verbo amar e auto intitular-se um louco por alguma coisa. As questões da política e do estado social também são discutidas e para aqueles que se deslocam diariamente em ambulância pública, para uma clínica fisiátrica privada, com acordos com o Estado, a aceitação do pagamento do serviço a partir de em breve, não é fácil. Os bombeiros que fazem o transporte dizem que não é rentável, mas o que é certo é que também há casos em que não se justifica. Pois tal como comentava o meu colega nas roldanas há dias, "se é para eu pagar, então mais vale comprar o passe!" Pois, é meu caro, para que alguns possam ter acesso aos bombeiros é mesmo necessário que aqueles que podem com as pernas, abram os cordões à bolsa. E também que se encontre meios para continuar a prestar os serviços daqueles que não têm nem pernas nem bolsa e que  necessitam do tal espaço em que a fisioterapia lhes proporciona uma esperança de melhorar as pernas, os braços e a mente.

26/01/11

Cadeiras

Alvar Aalto (1929)
Este mês regressei ao meu local de trabalho com a vontade de quem quer contribuir para a riqueza nacional e pessoal. Assim, tratei de perceber onde podia atacar o meu espírito livre e desenvolto por meses fora da secretária e da cadeira habitual. Alinhei ideias, afiei lápis porque ainda gosto de escrever sem teclar, ajustei o computador, dei uma voltinha na secretária, e preparei os dossiers vazios. Tarefa seguinte, pedir alguns elementos para me situar e focalizar, fazer o ponto de situação e, sem muitos alaridos, tentar equacionar a melhor forma de diplomaticamente dar a minha opinião sobre o trabalho desenvolvido por outros na minha ausência. Tudo devagarinho e com meias descanso, lá tenho entrado pé ante pé no dia a dia empresarial. As perguntas são normalmente seguidas de um porquê por parte de quem me ouve, nada de especial apenas que o reganhar da confiança se faz devagarinho e com muita subtileza. E mesmo que os anos nos tenham dado provas de capacidade, não é de repente, mesmo que o lugar se mantenha, que se reganha. Tudo isto, porque a liderança e os lugares não se conquistam apenas por se encontrarem  vazias algumas cadeiras.

24/01/11

Good Madness à segunda-feira!


Tony Awards Me & My Girl " Lambeth Walk "

23/01/11

Eu e a minha senhora

sorrindo ao povo, que não vendo alternativa, votou Cavaco Silva.


Oxalá, digo eu, o povo não se tenha enganado ao pensar que ao votar em Cavaco Silva derrubaria o governo de Sócrates. Cá para mim estão os dois para ficar, constituindo esta, uma vitória para o actual primeiro-ministro. No entretanto, devemos é reflectir sobre o resultado da abstenção, essa sim a que verdadeiramente dá conta do desejo de voto dos portugueses.

20/01/11

A mania das grandezas

O Primeiro-Ministro e a mobilidade eléctrica para retratar a aposta energética portuguesa no World Future Energy Summit, em Abu Dhabi. 
Mobicar


17/01/11

O bloco de notas de Cavaco Silva

«Não pensem que eu não retenho os dramas que me são contados, os problemas que me são apresentados. Eu chego ao carro, eu tomo nota de tudo, e dessa forma eu fico a conhecer muito melhor a realidade do nosso país, os problemas das pessoas», descreveu o candidato.

10/01/11

Good Madness à segunda-feira!


João Gilberto & Tom Jobim - Desafinado

08/01/11

Para um dia chuvoso


Leonard Cohen - Go No More A-Roving

07/01/11

Adeus às armas

Após a notícia das mesmas, nada melhor do que ler Hemingway.

06/01/11

Parabéns, Senhor Jóia!

Para o Senhor Jóia que faz hoje anos e porque um  professor necessita de acreditar que a idade se renova com alunos interessados e interessantes, com audiências activas e espicaçantes. Parabéns, companheiro!

05/01/11

Tal e qual ela

(Mia Farrow)

Ao ler a notícia do Público,  tratei de seguir para o cabeleireiro contribuindo, assim e não só,  para as estatísticas do segmento de luxo, mas e também, para a substituição do estilo anterior por uma "Mia Farrow" bem mais ao meu gosto.  Eu, tal e qual ela, e o meu afinador de cabelos mantivemos um sorriso de luxo entre a afinação, a venda da respectiva cera essencial ao estilo e no caso dele a antecipação da fase final - o pagamento.
E enquanto encerava o meu cabelo, concluí que o aumento do consumo de luxo com um orçamento mais duro, só pode ser fruto de muita cera acumulada num país onde nada passa, tudo se há-de arranjar e depois logo se verá.