30/09/11

21/09/11

Outras vistas


Foyles Bookstore, London

  Covent Garden, London
London's Vintage
Guy's Campus, King's College London


20/09/11

30 Anos, rapaz!

Mais um filho que passa para a casa dos trinta e não sei que diga, instala-se a nostalgia do tempo que passa. Em breve será pai, lá para Março, como o irmão mais velho e eu serei avó pela terceira vez. Sinto que estou a entrar, definitivamente, na fase seguinte - aquela a que chamam terceira idade. Não que a sinta, mas que se está a tornar inevitável não lhe virar as costas, isso é verdade. E não sei o que dizer, tenho de adaptar as ideias e viver a circunstância. Parabéns, meu filho!

19/09/11

Foi um dia feliz

Sábado foi dia de anos, 57 a caminho dos sessenta ... boy oh boy! Juntei a família toda ao jantar e escolhi um sítio muito bonito, por vezes esquecido, nesta cidade. Como disse um dos presentes, ali até parece que estamos em Londres. O Vip Lounge do Porto Palácio Hotel com menu degustação que o "chef" Hélio Loureiro me preparou. No topo do 18º andar com uma panorâmica fantástica e excelente escolha musical a acompanhar. Naquele espaço, até o meu neto Tiago dormiu sem acordar, e a minha neta Francisca passou, na difícil prova de se manter acordada e bem comportada, como uma senhorita.
Obrigada a todos!

Good Madness à segunda - feira!


Tony Bennett & Amy Winehouse - Body And Soul

09/09/11

Da arena e da política

O ministro Gaspar não para de dar entrevistas mas nós ainda não entendemos nada. Ou melhor, de tanto visualizarmos é que já não ouvimos. Estando eu há dias muito atenta à sua exposição televisiva, dei por mim a pensar no cavalo do João Moura. É que quando fugia do ferro, fraquejaram-lhe as dianteiras e não só se machucou como atirou com o cavaleiro para o chão. Cenas tristes e que se antecipam.

08/09/11

Deixará de ser comparticipada!



"All that she wants"- The Kooks

07/09/11

Com pernas e braços até ao infinito

Não gostamos de ser diferentes e raramente nos impressiona quem chama a atenção. Gostamos de ser discretos e se possível passar despercebidos. Temos medo de incomodar, de dar trabalho, de pedir o que na maioria das vezes nos pertence. De tal forma passamos os dias sem querer dar trabalho que quando nos acontece o imprevisto, ficamos baralhados, atarantados e com falta de confiança. Duvidamos de nós e dos outros. Gostamos de ser independentes  com pernas e braços para chegar. E como o país e as cidades são reflexo deste desejo, encontramos limitações que , convencidas das nossas dúvidas, nos atiram para o canto da desilusão. As barreiras arquitéctonicas são uma constante e as sociais uma realidade. Daí que quem perdeu a mobilidade se sinta cada vez mais preso ao seu chão e com pouca vontade de se inteirar de outros passeios. Com o tempo vamos perdendo o ímpeto de sair, habituamo-nos a condicionar o desejo e a vontade e vamos deixando luas paradas na nossa vida. O quotidiano instala-se sem graça, sem luz, sem aflições e contradições. Somos impedidos de visitar o presente e o futuro aconchega-se no passado. Podemos, quem sabe, fazer diferente, não nos rendermos ao comodismo da mente e passarmos a viajar mesmo que as pernas sejam metade e os braços estejam dormentes. Podemos pedir a quem nos quer bem que nos ajude a encontrar a força, os meios e a capacidade locomotiva.
Ralph, era um diplomata chinês muito alto,que conheci no início dos anos oitenta no Canadá. Tinha sensivelmente a idade que eu tenho hoje, era casado com uma francesa, a Marie, consideravelmente mais nova. Não tinha filhos, tinha amigos e pertencia a um grupo de gente que se reunia todas as semanas para jantar, conversar, passar um ou outro fim-de-semana num lago perto de casa, ir ao cinema e ao teatro e jogar ping-pong. Quando o conheci, Ralph tinha amputado a perna direita ao nível do joelho, mais tarde continuou o procedimento até à coxa. Seguiu-se a  perna esquerda. No início a cadeira de rodas era o seu transporte, depois os braços de um amigo. Ralph, nunca deixou de se juntar a nós por preconceito ou pudor de incomodar . Ralph, participou até a idade e a sua condição física o permitir. Os amigos sentiam-se privilegiados com a sua presença e eu estou certa que ele também assim pensava. Por isso, Bacouca, as pernas e os braços ficam ou vão até onde a mente e a aventura nos levar.