Para distrair enquanto esperamos as directas fica o apontamento de Amy Winehouse no Rock in Rio.
31/05/08
27/05/08
O Chiado de Lisboa
Passei pelo Chiado. A cidade já não tem o brilho de outrora, mas continua a ter alguma subtileza. As lojas foram restauradas de forma uniforme, bem ao gosto da arquitectura actual. O movimento das ruas faz-se sem grande atracção. O meu companheiro, perguntou o que achava eu, que faltava à Lisboa do antigamente. Ele queria dizer à Lisboa daquela época em que nos vestíamos melhor, e íamos às compras à baixa. Ele também queria dizer à Lisboa da sua juventude e em jeito de conclusão rematou: falta-lhe os carros!Mas à Lisboa do Chiado falta muito mais. Falta fascínio e falta a nobreza de uma cidade que outrora mantinha as fachadas com a arquitectura da época, com as lojas que inspiravam riqueza e esplendor. O Chiado de hoje é todo igual, sem nada que o distinga a não ser as marcas em franchising que aí se instalaram. E é pena porque apesar de tudo é aí que encontramos visitantes à procura de alguma coisa mais do que fado.
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Lisboa
26/05/08
O legado que nos falta
"Hundreds of million of dollars are being spent by Clinton and Obama during the political campaign. Brazilians are following this race closely, the great majority support Obama...., columnist Elio Gaspari wrote a short comment on the legacy of Martin Luther King in this election:"UNDER THE SHADOW OF KING". ... it is a good past-time to surf the web and watch, listen and read the last speech which was given by King, named "I'VE BEEN TO THE MOUNTAIN TOP". This recording was made on the eve of his death, it is more touching than the famous "I HAVE A DREAM", but even so, it is a great masterpiece of oratory, with prophetic and emotional passages.To follow the audio and reading the text at the same time is like having a good English lesson, of history and of faith in life.
"Text by Elio Gaspari, published in O GLOBO on the 2nd. of March, 2008"
Read the last paragraph of his famous speech, by checking http://www.americanrhetoric.com/speeches/mlkivebeentothemountaintop.
http://www.youtube.com/watch?v=HP-DsxmbtGc
Edited by - petroamerica on 03/02/2008
Published In, http://forum.atimes.com/
"Text by Elio Gaspari, published in O GLOBO on the 2nd. of March, 2008"
Read the last paragraph of his famous speech, by checking http://www.americanrhetoric.com/speeches/mlkivebeentothemountaintop.
http://www.youtube.com/watch?v=HP-DsxmbtGc
Edited by - petroamerica on 03/02/2008
Published In, http://forum.atimes.com/
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asian times online
As directas
As directas estão a chegar. Há quem diga que as pessoas querem ser como Obama, por isso votarão no candidato que mais se assemelha. É claro que Pedro Passos Coelho não é nenhum Obama, nem Manuela Ferreira Leite a Sra. Clinton. Podemos querer comparar porque achamos que em Portugal também "temos cá disso". O meu amigo António Neto da Silva, outrora o economista com o sorriso mais sexy do país, também deve ter algum equivalente nos USA, talvez o pudéssemos comparar a JFK. A questão fundamental não é querer ser como alguém, a questão é ser ela própria alguém diferente, com ideias e projectos para o seu país e conseguir que o povo acredite. Obama não se preparou à pressa, a campanha dura há longos meses e o povo americano acredita que ele pode fazer o que nenhum outro conseguirá neste momento. A adesão dos jovens tem sido fundamental para dinamizar campanhas de marketing, de notoriedade e reconhecimento além fronteiras. A comparação com outros lideres poderá ser exagerada, mas é bem verdade que a América e o resto do Mundo não se empolgava nas eleições dos USA desde os tempos dos Kennedy ou de Reagan. E mais uma vez o que importa não é a cor do partido, mas sim as políticas para os problemas que preocupam os cidadãos e o reconhecimento de as fazer cumprir. Neste caso, as directas do PSD serão aquilo que os que nelas votam, pensam que será o desejo e intenção dos votos dos portugueses quando chegar a hora de eleger um Primeiro-Ministro. E é também por isso, que continuaremos à procura do líder que um dia governará a nação.
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eleições
23/05/08
Livros em exposição
De vez em quando os CTT põem a mercadoria em saldo. Entre o saldo e a promoção vai apenas um salto. É uma figura de estilo que pode ter vários significados. Neste caso, é mesmo preço mais baixo, desconto em percentagem, não sei se me faço entender. E o que é que os CTT vendem, para além dos produtos óbvios como selos, estacionário e serviços postais? Os CTT vendem livros. E livros é aquilo que um leitor apaixonado acha sempre que precisa de comprar. O prazer de passar os olhos e as mãos pela capa, pela contracapa e gesto imediato pelo índice, pela leitura de trás para a frente é um luxo com o sabor de iguaria.
Foi assim, que o "Diário das Minhas Viagens", Angelina Jolie, Casa das Letras, 2003, com tradução de Inês de Sousa me veio parar às mãos. O livro não está nem bem, nem mal. O livro está sem pretensões da autora, e é o apanhado de uma viagem por diferentes países de África. Fica o despertar humanitário de alguém que provavelmente nunca teria conhecido realidades e contribuído voluntariamente com os seus recursos humanos e monetários se não fosse uma celebridade. Pelo facto deste blogue ter a sua imagem, eu não podia deixar de mencionar o meio -CTT- através do qual cheguei ao conteúdo do livro e ao trabalho benemérito de uma artista que podia ter ficado por Hollywood. De vez em quando vale a pena pensar que há pessoas que parecem e são.
Numa semana, em que foi inaugurada a Feira do Livro do Porto debaixo de polémicas várias vale a pena pensar também que é com iniciativas simples que as pessoas encontram prazeres inesperados. E vale a pena pensar que os livros precisam de ser manuseados, olhados e apreciados lado a lado, em perfeita competição de títulos, autores, editores e preços.
Foi assim, que o "Diário das Minhas Viagens", Angelina Jolie, Casa das Letras, 2003, com tradução de Inês de Sousa me veio parar às mãos. O livro não está nem bem, nem mal. O livro está sem pretensões da autora, e é o apanhado de uma viagem por diferentes países de África. Fica o despertar humanitário de alguém que provavelmente nunca teria conhecido realidades e contribuído voluntariamente com os seus recursos humanos e monetários se não fosse uma celebridade. Pelo facto deste blogue ter a sua imagem, eu não podia deixar de mencionar o meio -CTT- através do qual cheguei ao conteúdo do livro e ao trabalho benemérito de uma artista que podia ter ficado por Hollywood. De vez em quando vale a pena pensar que há pessoas que parecem e são.
Numa semana, em que foi inaugurada a Feira do Livro do Porto debaixo de polémicas várias vale a pena pensar também que é com iniciativas simples que as pessoas encontram prazeres inesperados. E vale a pena pensar que os livros precisam de ser manuseados, olhados e apreciados lado a lado, em perfeita competição de títulos, autores, editores e preços.
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livros e feiras
21/05/08
Aspiradores na blogosfera
Cada vez que o aspirador é chamado a intervir na blogosfera, os piano players ficam sem perceber patavina. A crónica de Desidério Murcho no Público de ontem, intitulada "Filosofia e aspiradores" ajuda a decifrar a origem da expressão.
Sobre o tema a reflexão impõe-se.
"A filosofia é sobretudo uma actividade crítica e não um corpo de conhecimentos"...A fiosofia é subversiva por natureza. Será que o deus cristão existe?"...Confunde-se muitas vezes a filosofia com discursos pretensamente inspiradores...."..."Mas não será uma ingenuidade procurar a verdade?"...
E finalmente ..."É este o poder do pensamento crítico: escangalha aspiradores e restitui-nos o filosofar genuíno, genuinamente subversivo".
Sobre o tema a reflexão impõe-se.
"A filosofia é sobretudo uma actividade crítica e não um corpo de conhecimentos"...A fiosofia é subversiva por natureza. Será que o deus cristão existe?"...Confunde-se muitas vezes a filosofia com discursos pretensamente inspiradores...."..."Mas não será uma ingenuidade procurar a verdade?"...
E finalmente ..."É este o poder do pensamento crítico: escangalha aspiradores e restitui-nos o filosofar genuíno, genuinamente subversivo".
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blogosfera
Prémios e galardoados
É tão raro atribuirmos prémios com nomes de professores, que não posso deixar de mencionar o Prémio Manuel Baganha que a Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP) vai atribuir ao Economista Revelação 2008. O Prémio não é original já que outras Universidades o têm feito, pela mão daqueles empresários filantropos bem ao gosto do Joaquim.
O que me leva a escrever é o homem em si. O Professor Baganha era talvez um dos professores mais austeros da FEP, homem de feições duras, esguio no porte e seco nas palavras, fumava cigarro atrás de cigarro, as suas aulas no anfiteatro 101 devem ser lembradas por quem foi seu aluno. Mas o Professor Baganha era o único académico, que mal o aluno concluía a licenciatura, o tratava por Colega. Durante anos, Manuel Baganha cruzou-se comigo quase todas as noites. Eu comprava o jornal, ele comprava cigarros. E nunca deixou de dizer "Boa noite, Colega!"
O Prémio Economista Revelação, não podia ter melhor mentor. Ele era na verdade, uma revelação humana e o símbolo de uma ética esquecida.
O que me leva a escrever é o homem em si. O Professor Baganha era talvez um dos professores mais austeros da FEP, homem de feições duras, esguio no porte e seco nas palavras, fumava cigarro atrás de cigarro, as suas aulas no anfiteatro 101 devem ser lembradas por quem foi seu aluno. Mas o Professor Baganha era o único académico, que mal o aluno concluía a licenciatura, o tratava por Colega. Durante anos, Manuel Baganha cruzou-se comigo quase todas as noites. Eu comprava o jornal, ele comprava cigarros. E nunca deixou de dizer "Boa noite, Colega!"
O Prémio Economista Revelação, não podia ter melhor mentor. Ele era na verdade, uma revelação humana e o símbolo de uma ética esquecida.
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