17/04/09

Charlie Chaplin

A 16 de Abril de 1889 em Londres
(1889 - 1977)

Eu já não tenho cabeça!

O Sr. Francisco era o funcionário mais novo, tinha a nossa idade, era magro, simpático e pertencia àquela comunidade. Dava-se com todos, parecia um de nós, só que passava o tempo à entrada da porta de vidro, enquanto nós passavamos o tempo em pé ou de um lado para o outro e de vez em quanto íamos às aulas. Várias pessoas tentavam envolvê-lo noutras lutas e actividades. A sua fraqueza, dizia ele, era a matemática e apesar dos esforços ninguém conseguia convencê-lo a fazer outra coisa para além do que já fazia, ou seja, ver quem passava e dar uma palavra a todos. Um dia, um dos professores chamou-o e perguntou-lhe se ele não gostaria de continuar a estudar. A Universidade ajudava e quem sabe ele um dia ali estaria como aluno. O primeiro passo foi arranjar uma secretária e a respectiva cadeira para ele se sentar e estar mais confortável. Continuava no seu lugar e podia até começar a ler algum material que o professor arranjaria e todos nós lhe ensinaríamos. Em 1975 tudo nos parecia possível e nós eramos as forças dialogantes capazes de mudar tudo e todos. Porém, há pessoas e coisas que não nasceram para a mudança e o Sr. Francisco era uma delas. Que não, respondeu ele ao professor em causa, o problema dele era na verdade a matemática, mas acima de tudo havia outra questão pior, é que "Ó xenhôr dótôr, eu já não tenho cabêcha!"
O ponto é que os dois continuam no mesmo sítio. O que já não tinha cabeça continua sentado à secretária a ver quem passa, mais gordo e menos dialogante. E o professor também, se bem que em espaços diferentes. E matemática passou a ser 2+2=5 , igual à lógica da batata e a maioria de nós "já não tem cabeça"!

15/04/09

Dar e receber

Imagem retirada da Internet

The Salvation Army , USA - Donation

14/04/09

Sem decote!

Um emigrante de segunda geração


Não sei se estamos a evoluir na divulgação dos nossos produtos se estamos a ficar com mais um emigrante português ou um americano de descendência portuguesa. Antigamente quando chegávamos aos Estados Unidos tínhamos de fazer grande esforço para perceberem que Portugal era um país e não fazia parte de Espanha. E também tínhamos de dizer muito explicadinho onde ficava Portugal e em que Continente.
Mais tarde identificado o país havia sempre uma boa alma que muito contente nos dizia que o jardineiro, a cozinheira, o motorista ou o canalizador eram portugueses.
Neste momento estamos todos felizes porque as notícias falam de Portugal ou pelo menos do novo residente português na Casa Branca. E desta vez não é o jardineiro nem a cozinheira, mas o "Bo" que vai brincar com as meninas Obama. Para já o residente salta e brinca e tem a vantagem de ser um animal que gosta de crianças, é limpo, o pêlo é suficientemente baixo para não causar alergias e gosta de mar. Tem a aprovação da família Kennedy o que é importante, e pode ser que nos traga alguns turistas, quanto mais não seja para ver o tal país que fica do outro lado do Atlântico que não é Espanha mas é Europa e tem cães cujos padrões condizem com os critérios americanos.

13/04/09

Correlação laranja

Eu já estava desconfiada que isto tinha de estar correlacionado. Se as laranjas estão em baixo como é que o preço das laranjas podia estar em alta? A questão claro que é económica. Se o cliente não procura a laranja o preço baixa e de tal forma que o produtor de laranjas começa agora a olhar para o seu vizinho que produz papoilas ou rosas ou martelos e pensa que aí é que está o negócio. Começa por elaborar uma sondagem, fala da crise da laranja diz que tem tangerina, mas o cliente não quer ou a muito custo lá vai levando porque a tangerina tem a pele mais lisa e as laranjas que existem não têm boa cara.
Que fazer, então? Deve o produtor escoar a produção baixando o preço e esperar que o cliente volte a querer a laranja ou deve reciclar o seu negócio? A análise desta questão deve começar pelo principio. É que o cliente só deixou de procurar as laranjas porque elas não tinham boa qualidade e porque o produtor ao querer "gananciosamente" o melhor dos dois mundos - lucro e falácia- deixou de tratar dos terrenos, de os podar, de os fertilizar, passando a utilizar os produtos de qualidade duvidosa para enganar quem menos percebia de fruta e apenas bebia o sumo engarrafado.
Só que, como todos sabemos, a crise quando se instala traz bicho e foi o que aconteceu. De repente os laranjais do país ficaram pela hora da morte e as flores desataram a crescer, mesmo que selvagens e sem orientação no início. Agora as flores, as ceifeiras e as rosas começam a brilhar e as laranjas têm de esperar melhores dias.
Segundo notícia do Público, o valor da laranja do Algarve cai para preços de há 30 anos. Um saco de cinco quilos chega a dois euros ao consumidor final, enquanto um quilo de laranjas, já calibradas e lavadas, sai do armazém a 22 cêntimos.

Good Madness à segunda feira!


"Mambo Inn" with The George Gee Big Band