09/05/09

Jóias e desejos

Nicole Kidman Sautoir

Wishfull slider

Amy Adams necklace

08/05/09

Com propósito e a despropósito

As parcerias começaram no dia em que perante a contingência de fecharmos a porta, pensámos em abrir espaço para outros mercados. Assim começou a época da internacionalização primeiro e da globalização a seguir. Na internacionalização as variáveis eram vocacionadas para o espaço mais próximo e a análise fazia-se em termos dos mercados que conhecíamos, nas capacidades de colocação, nas análise de forças e fraquezas, custos e oportunidades. As empresas de maior porte iniciaram a luta das barreiras à entrada de novos mercados e contrataram especialistas que lhes definissem mercados alvo interessantes. As viagens de empresários começaram a fazer-se, a formação profissional arrancou, os empresários aperceberam-se que tinham de ir vender as rolhas a outros países. E começamos a exportar rolhas. As rolhas não cabiam nas garrafas, diziam, e nós iamos enviando equipas que chegavam e verificavam que as rolhas não eram nossas ou que não tinhamos visto as garrafas que as iam receber. E não tendo eu nada a ver com rolhas, este exemplo apenas demonstra que afinal ainda não tínhamos internacionalizado, porque não tínhamos interiorizado que não bastava fazer rolhas era preciso ter pessoal qualificado que conhecesse os mercados externos e que tinhamos também de vender a imagem de Portugal.
A seguir veio o conceito de globalização e as PME continuaram a internacionalizar porque não tinham capacidade para globalizar. Os mercados eram desconhecidos, os custos de oportunidade muito elevados e as empresas sem músculo financeiro para investir em marketing. Investir em marketing tem sido considerado até há bem pouco tempo um custo para as empresas. É que as empresas que apenas adjudicam 4 ou 5% do seu orçamento para o marketing não podem fazer muitas omeletes em terras distantes. Entramos então no período estandardização e tudo parecia mais fácil, só que agora estávamos com mais do mesmo sem diferenciação. E repensando o assunto ficamos a fazer localmente o que queríamos globalizar. Passamos a "glocalizar" e neste momento estamos a "parcealizar" que é uma palavra inventada para o conceito de fazer igual com o parceiro do lado, com a tecnologia global e tentando focalizar no meio da diversificação. Por outras palavras, deitar fora o que não dá lucro, fazer brainstorming com parceiros think tank todos iguais em barcos iguais e apenas a querer ser suficientemente grandes para poder globalizar internamente o conceito de posicionamento de mercado a custo zero já que a crise internacional, só veio complicar a nossa já complicada tarefa.

07/05/09

Saudavelmente absorvidos

Nesta época, a vida em Portugal era mais "descomplicada", o país acordava para as novelas brasileiras, que eram divertidas, com imagens dum país distante através de um escritor. Jorge Amado que tinha sido lido pelas elites, podia agora ser visto por todos. Já não era preciso saber ler, bastava ver e ouvir. Hoje, instalada a democratização das imagens, elas são bem mais folclóricas, mas igualmente menos belas. E o país está quase a chegar ao ponto de rebuçado. Eu não sou grande coisa nesta história de pontos de açúcar, mas julgo ter lido que a partir daí fica em ponto caramelo, o tacho está esturricado e o doce estragado.

À espera do avião

Dizem-me que lá em baixo está um caos. O cidadão fartou-se de ser enganado e veio a correr, só que o BPP está a secos e molhados. Quem se trama com esta saga são os que têm de chamar a polícia, falar com a televisão, tapar a entrada e fugir aos olhares de quem passa. Os que ficaram são os que menos têm para contar e os que estão dentro aguardam calmamente que os processos sigam com o ritmo que conhecem. Pelo caminho, uns são pessoas de bem sem dinheiro, outros são os que acreditaram no faz que faz, na aparência e no discurso de festa, e ainda alguns que acreditam que o seu há-de chegar um dia. Há-de, sim! Só se for nesta versão - de avião e à beira-mar sobrevoando o oceano.

A pedido e mais alguns


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Leite de Colonia

Antigamente


Restaurador Olex

OLEX (Petróleo e Restaurador)

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Aqui ninguém faz farinha!

Fico na dúvida se sou eu que estou com idade a mais, ou se quem escreve nos jornais é demasiado novo. Digo isto, porque a Farinha Maizena dava-se, sim, às crianças e não foi nenhuma gaffe do ministro. Não a confundiu sequer com Cerelac ou Milupa, que estas ele nem deve conhecer.
Era feita como um leite creme e o pequeno almoço de muita criançada. Eu que o diga! A papa Maizena a escaldar, bem quentinha acabada de fazer e pronta a comer mesmo nos dias de calor. Havia a farinha Pensal que era de cacau e todos gostávamos mais e a farinha 33 um pouco mais antiga. Havia quem contasse muita coisa e quem tivesse gosto de ouvir, também.
Havia “lá na Rua da Vitória, 46-48, candeeiros bem bonitos modernos e originais que satisfaz(iam) plenamente o cliente mais afoito”, havia “leite de colónia para a (nossa) pele realçar” e havia “o boca doce (que era) bom (e) bom é, diz(ia) o avô e diz(ia) o bebé” e havia e não havia gente que nos aviava como podia e sabia, e hoje somos embrulhados e despachados com informações e discursos. É "trigo limpo Farinha Amparo"e quem vier atrás que feche a porta sob pena de levar com a papa na cara, que connosco, portugueses, ninguém faz farinha!