Zézinha, diz que é um valor seguro. Se há valores seguros, para além do prémio pago às instituições financeiras, é arriscado assegurar. Admiro-me que não tenha sido esmiuçado, porque se há valor seguro, então vale mais do que aparenta e até pode ser garantido. O ponto é que no último ano nem com suspensórios conseguimos segurar o que quer que fosse. A começar pelas bolsas e a terminar na nossa carteira, podemos dar a bolsa com facilidade e não vale a pena gritar, acudam que é ladrão!
Para isso, mais vale trabalhar que laborar porque cansa mas não estafa. Laborar indica força física e a menos que sejamos treinadores de algo, o melhor desporto para não cansar é trabalhar sentado. Quando entramos numa fábrica encontramos pessoas a laborar e outros a trabalhar. Quando entramos num escritório encontramos pessoas a trabalhar e descansar. Quando entramos num atelier de moda, de arte, de design, de arquitectura encontramos pessoas a construir o que outros vão laborar e a trabalhar para o descanso da reforma. Quando entramos numa repartição pública, encontramos pessoas muitos cansadas mas não estafadas, porque estiveram a remexer papéis e a palrar, alguns também a escutar, só que tiveram de se ausentar para descansar. Laborar na óptica da teoria da acumulação mundial capitalista é coisa do passado, é "trabalho vivo". Já o trabalhar do pós revolução industrial é mais "trabalho morto".
Agora, era preciso esmiuçar porque se lembrou Ferreira Leite da teoria marxista e dos ensinamentos do Capital. Um grande capital para explicar no próximo dia de eleições, prende-se com o grau de cansaço, fadiga, esgotamento, debilidade, fraqueza e a clareza da distinção dos votos e da lavoura conseguida.
(PS: que me desculpem os puristas da economia no trocadilho apresentado, que pode conter algumas imprecisões com necessidade de esmiuçar!)

