27/10/09

Good Madness à segunda - feira!

"Tarde em Itapuã" Vinícius de Moraes e Toquinho

19/10/09

De marcha à ré para São Paulo

Dia a dia em São Paulo (Foto retirada da net)

Quando o viajante parte, leva algumas ideias feitas sobre o que vai encontrar. Ele sabe aquilo que a maioria contou, os sítios que deve visitar, os locais que não deve ver, a segurança que deve ser integrada na insegurança do que, na verdade, não tem ideia. Sendo, nós portugueses, uns aventureiros dos mares não entendo porque ficamos uns totós em terra desconhecida e neste caso irmã. E sendo os nossos conterrâneos quem mais teme sair de casa, percorrer ruas e que nos tenta demover das visitas programadas pela nossa imaginação e curiosidade, o caso ainda se torna mais sinistro. Se fosse para ficarmos enfiados num shopping ou num hotel, bastava ficar em casa e correr o mundo pela Internet. Salazar gabava-se de o conhecer pelo que lhe contavam e sem sair da sua redoma. Não conhecia, porém, o mais importante da identificação dos povos e que se traduz pelo cheiro da massa humana!
Aterrar em São Paulo e fazer a primeira paragem numa Cervejaria Paulista fez o primeiro impacto. Para meu encanto, a esplanada estava cheia de jovens que na maior das tranquilidades namoravam, riam e mantinham as bolsas a curta distância sem paranóia de roubo. Passear na Paulista, numa noite que estava particularmente amena foi uma simpatia da cidade que me pregaria uma rasteira dois ou três dias depois com a chuva tradicional e o frio a desoras. Um dos traumas da cidade, é tal como em Londres, o tempo. O tempo anda para a frente e para trás entre aquilo que é apenas reconhecido por duas estações. Uma mais quente e outra mais fria, com as mesmas características: com mais ou menos frio e mais ou menos chuva, eis o clima de São Paulo. Talvez por isso, se trabalhe tanto, se crie de forma sôfrega e se passe tanto tempo a inventar tempo. Tempo para o engarrafamento diário, tempo para o almoço de negócio, tempo para experimentar os espaços temáticos e as verdadeiras jóias de conceitos gastronómicos.
São Paulo, fundada pelos portugueses Manuel da Nóbrega e José Anchieta, está ao nível de muitas cidades americanas e europeias e não fica atrás de Nova Iorque ou Londres no que respeita à arquitectura moderna, às livrarias, ao design conceptual das lojas e galerias, à apresentação de conceitos de arte, ao teatro, aos meios de transporte dentro da cidade. O metro, apesar de ter de crescer para as zonas adjacentes à cidade funciona muito bem nos principais pontos daquele centro, em que os carros circulam a passo de caracol. Uma cidade que apresenta tudo o que uma pessoa de gosto refinado pode querer e com as alternativas mais populares para todos os gostos. Segurança a começar pelo facto das favelas estarem mais confinadas que no Rio de Janeiro e que apesar de fazerem parte da cidade, se podem atravessar de carro sem medo ou com a precaução óbvia de todos os lugares do mundo menos recomendados. A violência em São Paulo existe como em Londres, Nova Iorque, Lisboa ou Madrid, só que em dimensões desajustadas da nossa realidade e até da nossa capacidade de percepção e que, a não ser por necessidade ou trabalho ninguém procura, para passear e convidar o assalto. Se durante o dia a cidade é muito airosa, achei-a escura e pouco iluminada à noite.

Edifício Itália ( foto de Filipe Mostarda)

Do alto do Edíficio Itália podemos observar o crescimento de uma metrópole onde tudo é recente e desperta o entusiasmo de quem tem poucos anos de edificação. No Metro, debaixo do asfalto a azáfama de quem trabalha, vive e habita a cidade desde o tempo da sua independência e construção. Ao contrário da lentidão do trânsito a rapidez das reuniões de trabalho demonstra uma cidade que não pára e profissionais que não têm tempo para ficar pasmados. Esta é uma cidade que mexe connosco, com as empresas, com o desenvolvimento e a criação de riqueza num país ainda cheio de contrastes.

Good Madness à segunda - feira!

Uma pequena lembrança para Cabo Verde.


Mayra Andrade - Lua

17/10/09

Jóias e talentos do Piauí


"Há talentos que dignificam o Piauí no Brasil e no mundo, como é o caso de Kalina Rameiro que, através de suas bolsas e jóias, conquistou o Japão e de dona Maria da Conceição que junto com mais de 700 mulheres levou os bordados da Caatinga para São Paulo, Brasília, Itália, França, Estados Unidos e outros países."


Kalina Rameiro e ratos no Japão

16/10/09

Sempre é bom ter um divã

Quando recebi este Selinho da Lisa, fiquei muito feliz e atrapalhada. Sabem porquê? porque esta situação do divã tem que se lhe diga, mas é difícil de dizer...
As regras são as seguintes:
1. Postar o Selo - Já está!
2. Dizer quem me indicou- Já está, lá em cima!
3. Escrever três conflitos que me levaram ao Divã - Vamos lá começar e vão ser quatro!

Até hoje, o único divã onde exercitei o regresso ao passado e à auto-análise foi o de lá de casa. Quatro situações, relacionadas com a aprendizagem e sensatez na tarefa da educação, até eu compreender que não há decisões erradas, apenas aquelas que nos parecem certas porque são as que na altura sabemos.

  • A terrível sensação de culpa ao colocar o tempo profissional à frente do tempo familiar. No dia, em que ouvi aquela cabeça encaracolada dizer "eu sou o único da minha classe que ainda não tem os livros forrados", senti que me tinham atirado ao divã.
  • O dia em que em vésperas de entrar no 1º ano de uma Universidade nos USA, aquele a quem mais exigi, me confrontou com o seguinte clamor "tu colocas a fasquia muito alta e uma pessoa tem momentos de fraqueza e não está a 100% todos os dias". Passado um ano, quando a dificuldade de adaptação à distância e às mentalidades se fizeram sentir atirei-me para o divã cheia de dúvidas sobre a decisão familiar.
  • O desespero de não saber lidar com as novas realidades dos adolescentes de hoje. A luta interior de questionamento e a resolução de não ir ao divã mais do que um dia. A alegria de um glorioso sentimento de vitória, quando cansada mas feliz recuperei carinhos e abracinhos.
  • O dia em que percebi que as nossas meninas, crescem sem pedir licença e querem voar para braços demasiado masculinos. Uma mulher em frente da outra reconhecendo sensações e vontades, sem maturidade reconhecida, apesar das decisões tomadas. Fiquei no divã durante uns dias, até que a razão me disse para continuar com toda a emoção o meu papel de mãe.

4. Passar a seis amigo(a)s. Nesse caso, vou convidar os meus amigos RAA, Mike, Carlos, Vasco, João B., e Pedro Correia a aceitarem este divã.

15/10/09

Grande Abraço

Faz dias que recebi da Teresa este Abraço. É grande o gesto que agradeço e devolvo com amizade blogosférica. Responder às perguntas colocadas faz parte do desafio:

P1. Quem mais gostas de abraçar?
R1. Aqueles que merecem a minha amizade.

P2. Quem nunca abraçarias?
R2. Aqueles que não me inspiram confiança.

P3. Quem davas tudo para abraçar?
R3. Os que não soube abraçar a tempo.

Envio o Abraço aos que têm filhotes a voar do ninho, seja hoje ou amanhã ou daqui a uns tempos ou que já o fizeram no curto e no médio prazo. À , à Luísa, à Fugidia, à Ana V. e à Bacouca.