06/12/09

Secção de pedidos

Luzes de Natal Para a , claro...!

Alain Delon "novinho em folha" para a Fugidia. Fica igualmente o Brosnan a seu pedido

mas não se compara ...

Este é para mim! "A vida portuguesa" no Porto, uma ideia da Catarina Portas. Uma verdadeira jóia!
O primeiro é para empatar a Sí que não nos dá tréguas e ainda por cima diz que esquece coimas e outras coisas e tal. O segundo é para a Fugidia e já vai atrasado. O terceiro é para mim mesma e dá resposta a mais do que um "direito" dos que vivem nesta cidade e aos outros que gostam de a visitar. ;)

05/12/09

Dependência celular

Outros sons e compassos



Ana Belén - 'Historia de Lily Braun'

04/12/09

Mirtilos e ares da PresidentA, o meu final #1

... e o mirtilo sem graça, foi levado para a casa mais próxima, agasalhado e alimentado.
Passado uns dias, já com cor e cheiro que se sentisse, elegante e prazenteiro mirava ao seu redor. De longe a longe sonhava com os campos brancos e frios de neve. Entreabria os olhos e sem querer acordar ouvia o tinlitar dos sinos distantes. Do outro lado do vidro havia quem sonhasse com as estrelas em fantasia de jasmim, misturadas em mirtilos. Danças e amores em forma de rebuçado, tartes de açúcar e crocantes sons a acompanhar.
Mais valia o mirtilo fazer parte do tacho dos doces, pensava o olho envidraçado. E foi o que aconteceu no dia em que entre a dúvida e a consolação, o mirtilo viu o borbulhar da sua cor misturada com o açúcar e a colher de pau a rodopiar. A cor escura e elegante do fruto estava agora transformada em compota. Guardada em belos e elegantes frascos com rótulos aveludados pelas estrelas é adorado por todos e amado por muitos. O doce é hoje um dos preferidos do reino e não há princesa ou gambuzino que não o cobice aqui ou além-mar.

Desculpe, pode repetir?


Foi impressão minha, ou ouvi há pouco na Quadratura do Círculo, Pacheco Pereira dizer que era necessário saber se a França está disposta a largar a PAC ? Estamos a falar daquela que esteve na origem do começo, dos primórdios, da comunidade entre os países europeus, verdade? A Política Agrícola Comum, 1962 certo?

02/12/09

Os 30 mil cadetes de Obama

É claro que não serão todos cadetes, mas não foi por acaso que uma das declarações mais difíceis sobre o Afeganistão foi feita perante a academia de cadetes. Jovens convictos e empenhados em servir o seu país, em defender os valores da liberdade, com olhos atentos e ouvidos abertos, cheios de orgulho. A maior dificuldade passa por saber se a estratégia adoptada é a melhor. É sempre assim, em situações de guerra e conflito, em situações delicadas e com vidas pelo meio. Cortar e actuar no momento certo, com estratégia e continuidade absoluta. Cortando no orçamento da defesa com retiradas apressadas ou enviando tropas e aumentando contingentes? A estratégia seguinte é muito mais delicada que a decisão dos cortes orçamentais. Dela virá a erradicação do mal que afecta não um país ou região do mundo, mas a sobrevivência de uma cultura e dos valores ocidentais. Lutar contra o medo do ataque também, constituir uma estratégia não de ataque mas de vigilância futura. Daí que Obama, não tivesse muito por onde escolher. Oxalá, os americanos o entendam, oxalá a estratégia seja certeira. Enviar mais cadetes americanos e outros das nações aliadas, mostrando novas armas de conhecimento, preparando o Afeganistão a defender-se pelos seus próprios meios. Dado que é muito cedo para antecipar o resultado futuro, fico pela análise e biopsia do que sabemos. Neste caso, todo o cuidado é pouco e é com pezinhos de lã que Obama vai andar nos próximos tempos.

Convicções energéticas

Escrevi diversas vezes que o meu ministro preferido, era Manuel Pinho. A razão que me levava a descrever o economista desta forma, era a sua capacidade de nos querer alegrar com grande convicção e expectativa. Pinho tinha resposta para tudo e um optimismo que num país sempre envergonhado nos dava alento e desconfiança. Por isso, tão fácil se tornou falar de Manuel Pinho com um sorriso nos lábios e ao mesmo tempo ver homenagens empresariais de dedicadas regiões que, animadas pelo optimismo da alocação de verbas a projectos locais, lhe concederam ruas e outras pequenas boutades. Manuel Pinho tem sido um entusiasta defensor do projecto eólico e do desenvolvimento das energias renováveis. Enquanto ministro andou pelo país a inaugurar, projectar e criar parceiros de negociação. Fazer de Portugal um dos pontos mais fortes da Europa em matéria de energia renovável foi o seu empenho.
A sua crónica hoje no "i" sobre o tema da Cimeira de Copenhaga, encerra um conjunto de ensaios sobre as Alterações Climáticas e o futuro de Portugal. Que "somos um país pequeno" já o sabemos, que "podemos ser um dos líderes na criação de um modelo sustentável em termos de energia e ambiente", suspeitamos, que "este é um dos grandes desafios do séc.XXI", não temos dúvida, agora que "consigamos agarrar esta oportunidade com as duas mãos", estamos para ver, somos descrentes. Por isso, é importante que nos digam que somos capazes e que "a imagem internacional de Portugal está bastante associada às energias renováveis, a termos o maior parque eólico da Europa, a maior central solar do mundo, o primeiro projecto experimental de energia das ondas...e o maior programa de grandes barragens da Europa".
É importante que não nos aconteça como à mulher traída, que é a última a saber o que todos sabem e ninguém diz. Portugal perde, consecutivamente, o comboio para os destinos mais próximos porque chega atrasado à estação. Ficamos no apeadeiro a economizar no trajecto e a tentar que a boa sorte nos traga um burro ou uma charrua a cavalo. Somos, muitas vezes, apesar de termos tido a visão da descoberta, lentos a organizar e a implementar estratégias. Portanto, que venham muitos optimistas como Manuel Pinho lembrar, mesmo exagerando na convicção, que somos um pequeno grande país!