08/03/10
07/03/10
05/03/10
Os vinte anos do Público
Os vinte anos do Jornal Público são iguais aos últimos vinte anos de quem o lê. Naquela época Portugal vivia um período de estabilidade política, económica e financeira, o impossível não existia, a juventude dos projectos iniciados na década de oitenta estavam no ar e começavam a ter vida, as empresas tinham lucros e as equipas tinham dinâmica de trabalho, o país estava num estado de graça que o Cavaquismo, quer se goste ou não, tinha trazido. Quando o jornal saiu, cheio de vigor, de compromisso com a nova comunicação, com a viragem de página e novos jornalistas, com o primeiros jornalistas especialistas em assuntos, coisa até aí rara, com colunistas desejosos de expor a sua opinião e de alterar mentalidades, os mais cépticos não lhe atribuíam mais de um ano e são os mesmos que, tal como hoje, não atribuem mais de um ano à democracia nacional. Aqueles que não acreditam no projecto são os mesmos que hoje andam em jornais, que querem ajudar a derrubar não o status quo mas a edificar uma lei da selva em que a mentira, a provocação e a maldicência são o pão nosso de cada dia. A sociedade portuguesa vive momentos difíceis, mas a lei da liberdade de imprensa é o motor para que a confiança continue a vigorar junto da opinião pública. Informar e esclarecer continua a ser o mote da liberdade e deixar que quem lê forme opinião e julgue, caso se justifique, também. O público precisa do jornal Público e de todos aqueles que têm por principio a honestidade e o serviço mesmo que o projecto seja propriedade de privados. E é por isso, que apesar das línguas no passado terem invocado a falta de experiência do empresário de marcas para gerir jornais como um dos factores para o insucesso do mesmo, não têm tido razão. Um empresário com visão espera que o projecto se rentabilize acreditando que dele consegue fazer uma marca diferenciada. Neste caso, o jornal Público tem ao longo destes vinte anos conseguido transformar-se exactamente nisso - uma marca. Para ser rentável ela ainda tem de continuar caminho para se diferenciar. E este é provavelmente o momento certo. E tal como o jornal também o público que o lê tem a sua oportunidade para expressar o que quer fazer deste país, em quem acredita, no que acredita e deixar que a maturidade ande lado a lado com a democracia, com a liberdade e com a visão estratégica. Já não basta fazer diferente, o que é preciso é fazer com tenacidade, frescura e vontade renovada mesmo que a idade nos diga que já não vale a pena.
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04/03/10
Newseum
Não conhecia e fiquei encantada. O que os tempos mudaram num quarto de século mais coisa menos coisa. A maravilha que teria sido quando vivi fora do país entre 1978 e 1986, poder ler os jornais portugueses sem ter de esperar pelo avião semanal ou poder visitar um museu qualquer online. Uma época em que as comunicações eram dificeis e caras por telefone, os jornais levavam tempo a chegar e a televisão raramente se lembrava de Portugal. Curiosamente, estivesse eu fora do país neste momento, acho que não me sentiria atraída pelas notícias da minha terra. Sabe-se lá porquê? "Come here and be there" é um slogan que eu gostaria de ter criado. Vá-se lá saber porquê?
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Parabéns, CarBac
Por sua vez, a minha amiga CarBac que não é nada embrulhada, adora enrolar na cozinha. Assim, como ela faz hoje anos e à laia de presente temos para almoço um dos pratos da cozinha tradicional portuguesa. Umas boas salsichas enroladas em couve lombarda, acompanhadas por um vinho (que tem de ser branco para aligeirar o almoço) do Ribatejo e como sobremesa o clássico Miss Daisy do Alcides. Como ela não dispensa as enguias da sua terra, encomendei num restaurante local um pratinho para a entrada. Parabéns, Amiga. Todos à mesa, Hip hip hurra, à nossa!
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Diferenças de berço

Este meu país não tem remédio. Depois do pequeno interregno dedicado às tragédias naturais de ventos e ribeiras, voltámos à tragédia da Rua de São Bento. A novela continua assim à procura de castings mais apropriados para voltar a defender no écran aquilo que se diz por aqui e por ali. O pior é que a malta que aparece não tem qualidade para se manter no ar a não ser com muita maquilhagem e paciência de quem os ouve. O paleio não cola e é uma perda de tempo comparar os discursos que não podem ser comparados. Esta foi a forma encontrada por Manuela Moura Guedes, para a continuarmos a ouvir à força, durante horas, entre esgares e sorrisos. Uma palhaçada que não merece palavras e muito menos tempo de antena dedicado à Comissão de Ética. Por sua vez, ouve quem lidasse com o tema desta forma. Diferenças de berço, presumo eu. O senhor e a senhora que se seguem podem ficar em casa. Please!
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01/03/10
Good Madness à segunda-feira!
Aretha Franklin - Bridge Over Troubled Water
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