Com a entrada das noras redobra-se o aconchego das filhas. Com a chegada dos netos apertam-se os laços entre mãe e filha, enquanto os filhos homens ficam no lugar de sempre e não há parceira ou rebento que os substitua. Por muito que se faça, os lugares estão ocupados desde o dia em que nasceram. Para uma mãe os lugares de todos os seus filhos ficam marcados para a vida. A casa da mãe é o lugar onde todos deveriam sentir um porto de abrigo. Infelizmente alguns sentem que têm de ocupar cedo demais o que não lhes pertence. São famílias cujos filhos entendem o poder parental como um alvo a destruir e utilizam muitas vezes o bullying para o conseguir. Nos últimos tempos, tenho assistido a esta barbaridade. Pais que obedecem aos filhos com medo de serem abandonados. Nas fileiras dos hospitais, com os mais velhos debilitados e frágeis é vulgar ver a irritação dos filhos face ao familiar doente. A forma como falam e se dirigem a quem está doente e acima de tudo é pai ou mãe, é um verdadeiro murro no estômago para quem observa. Pena que não o seja, também, para quem o dá. A situação socioeconómica provoca muitos estragos, mas nada que se compare à falta de amor e de amizade entre pais e filhos.
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25/03/10
Filhos irritados
Com a entrada das noras redobra-se o aconchego das filhas. Com a chegada dos netos apertam-se os laços entre mãe e filha, enquanto os filhos homens ficam no lugar de sempre e não há parceira ou rebento que os substitua. Por muito que se faça, os lugares estão ocupados desde o dia em que nasceram. Para uma mãe os lugares de todos os seus filhos ficam marcados para a vida. A casa da mãe é o lugar onde todos deveriam sentir um porto de abrigo. Infelizmente alguns sentem que têm de ocupar cedo demais o que não lhes pertence. São famílias cujos filhos entendem o poder parental como um alvo a destruir e utilizam muitas vezes o bullying para o conseguir. Nos últimos tempos, tenho assistido a esta barbaridade. Pais que obedecem aos filhos com medo de serem abandonados. Nas fileiras dos hospitais, com os mais velhos debilitados e frágeis é vulgar ver a irritação dos filhos face ao familiar doente. A forma como falam e se dirigem a quem está doente e acima de tudo é pai ou mãe, é um verdadeiro murro no estômago para quem observa. Pena que não o seja, também, para quem o dá. A situação socioeconómica provoca muitos estragos, mas nada que se compare à falta de amor e de amizade entre pais e filhos.
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