Mars 2020 Perseverance rover
Há 3 meses
"Personal style is the preference in France where timeless pieces, and scarves, are trendy. French women have this seemingly innate style that makes them the object of envy of their American counterparts who buy the same labels – sometimes even the same outfit – but are surprised when they aren't instantly transformed into Catherine Deneuve."
Quando é para histórias divertidas do tempo da Faculdade, e em especial as que se passaram no auge da revolução, em que todos eram no mínimo"comunistas", eu não deixo passar. Assim, permito-me deixar aqui uma delas, retirada de um comentário feito pelo Euroliberal a um postal no Portugal Contemporâneo.
Quando os meus filhos andavam na primária, agora o 1º ciclo, havia um dia por semana para falarem sobre diversos temas. Era um momento de grande importância para os pequenitos que sentiam a responsabilidade de perante os colegas e a professora, responderem a perguntas, questionarem os outros, serem questionados e acima de tudo aprenderem a ser tolerantes uns com os outros. Este espaço era de tal forma levado a sério que um dos meus filhos - hoje um jovem e responsável médico - ficava com "tonturas" até eu perceber que eram sempre na véspera dum determinado dia da semana. Foi assim que entendi a raiz do problema, e o que era afinal o "pôr em comum". Quero eu dizer, que "é de pequenino que se torce o pepino", ou seja que é no berço que se passam as ideias fundamentais de liberdade, de respeito, de compreensão, de tolerância, e também se ensina a dizer não a sistemas totalitários e a ideias impostas pela prática da repressão. E a propósito destes princípios escolhi hoje no Público, os textos de:
Quando Manuela Ferreira Leite (MFL) na sua crónica desta semana ao jornal Expresso menciona "...que uma economia excessivamente endividada e muito vulnerável à crise financeira, o que aliado ao facto de o governo sempre ter negado essa crise, não permitiu antecipar e minimizar os seus efeitos...", está igualmente a dizer o que a oposição podia ter dito e não disse, que o PSD devia ter ido por esse país fora e falar sobre o que importava. Mas o que o partido da oposição fez, foi continuar e propagandear o estado de graça que os ministros do actual governo foram tendo. Por essas terras do interior foram vistos muitos militantes do maior partido da oposição a bater palmas aos projectos implementados nas suas regiões. Projectos, que apesar de criarem postos de trabalho, não dinamizaram a economia porque obrigaram outros a fechar portas. Refiro-me nomeadamente, a Paços de Ferreira, em que o investimento da multinacional IKEA criou e retirou capacidade aos empresários do móvel. Foram vários os almoços e jantares perante assembleias de empresários que gostariam de ter planos alternativos e que se viram obrigados a fechar portas, criando em primeiro lugar endividamento e logo a seguir falência e desemprego. Durante os últimos dois anos temos assistido com maior preocupação, frequência e rapidez a empresas e empresários que não sabem o que fazer, que continuam à espera que se lhes diga o que fazer, à fraca capacidade do nosso tecido empresarial e ao limitado músculo financeiro das PME para fazer face a novas situações, que a palavra desafio já ninguém tem coragem para dizer.
Do centro do país sempre vieram esperanças. Esta é uma zona do país com gente bravia e onde a batalha se ajusta no terreno. Talvez o gosto das lides de touros venha daí e talvez Rio Maior tenha um peso de saída e Aljubarrota seja uma alternativa à saída. Disto isto, deixo a sugestão de uma espaço que provavelmente já existe há muito mas que só agora está devidamente dinamizado. Fica assim um "amor em tempos de cólera", para os próximos dias e fins de semana.



A história pode ser contada de muitas maneiras. Os portugueses espalhados pelo mundo são de origens diversas. Este exemplar corresponde a um trabalho de investigação. Um livro escrito por Michael Studemund-Halevy sobre a comunidade judaica portuguesa. "Portugal in Hamburg" está à venda na Alemanha e pretende ser um estudo cauteloso sobre questões ainda conflituosas.
O Luxemburgo leva hoje a votação a lei da dupla nacionalidade. Para os 80.000 portugueses que aí vivem e que representa cerca de 30% da população emigrante, a aprovação da lei representa um maior número de oportunidades de emprego, de integração social e a oportunidade de passar ao patamar de cima e ser um cidadão de primeira. Para os emigrantes portugueses que apesar de viverem melhor no Luxemburgo do que viveriam em Portugal, este é um passo que se eles quiserem, poderá significar deixar de ser o pobrezinho no estrangeiro. Os emigrantes, seja que de origem forem, fazem aquilo que os cidadãos dos países que os acolhem não estão dispostos a fazer pelo mesmo salário. Para nossa sina, no Luxemburgo, todas as empregadas domésticas, balconistas, motoristas e empregados de construção civil, continuam a ser portugueses. Para nosso dissabor, estes portugueses que trabalham e muito, para amealhar - e que nos últimos tempos, nem sequer é para regressar ou enviar remessas, porque as taxas de juro são mais elevadas no Luxemburgo, limitando o incentivo a enviar o que quer que seja para Portugal - continuam a ser considerados os pobrezinhos que não auferindo os salários mínimos dos luxemburgueses, necessitam de subsídios para a educação, para a saúde ou para a compra de habitação. Um casal de portugueses em que ela na limpeza das casas de patroas luxemburguesas ganha cerca de 13,50 euros "declarados" por hora - como orgulhosamente uma me dizia - e ele, a trabalhar para um patrão português na construção civil, dias de horário normal mais os sábados "porque aqui não há nada para fazer, e vamos aproveitando o fim de semana para ganhar mais uns trocos", correspondendo a um rendimento familiar "limpo" de 5000 euros por mês, é considerado cidadão de segunda a necessitar das ajudas do governo luxemburguês. Assim este casal com dois filhos um com quatro e outro com oito anos, paga 5,00 euros por mês para ter os filhos na primária e no infantário com almoço e lanche incluídos, podendo pagar 8,00 euros, se quiser que eles fiquem na escola até às 18 horas.
Luxury and Wellness
No meio da (des)graça que se chama Sarkozy, a França não nos está a desapontar em notícias boas. O prémio Nobel da Literatura foi entregue ao escritor Jean-Marie Le Clézio se bem que em Portugal pouco se conheça deste escritor. Em Portugal a obra está quase toda esgota, porque é claro é tão desconhecido que os poucos exemplares são imediatamente vendidos por quem sabe. Mas como somos sempre os mesmos iremos ter várias versões em breve, nas grandes superfícies. Do mal o menos! Le Clézio, tem cerca de 50 títulos editados e é considerado um escritor de culto que se tem preocupado com o universalismo cultural. O seu último livro foi publicado este mês pela Gallimard com o título "Ritournelle de la Faim". Curioso título nos tempos que correm!
Imagino que o rapazinho belga nascido em 1929 não imaginaria o sucesso que um dia as suas canções poderiam ter, e muito menos que uma casa trinta anos após a sua morte fizesse 95 lotes, e o levasse a leilão. Foi o que aconteceu ao espólio de Jacques Brel e por um milhão de euros. "Une valse à mille temps" e "Ne me quitte pas" são dois dos seus maiores êxitos, mas para coleccionador, foi o caderno com a canção Amsterdam que atingiu o melhor preço.
Hoje, o caderno2 do Público, tem uma pequena notícia muito interessante. BB escreveu uma carta a Sarah Palin em que lhe pede para "deixar de se considerar um pitbull com batôn". Brigitte Bardot defensora dos animais parece estar chocada com a candidata republicana. É que conhecendo BB os pitbull está indignada que Sarah Palin consiga "ser pior e morder mais" que esta raça animal. Brigitte considera que Palin é "uma desgraça para as mulheres e uma catástrofe ambiental"
Medicina encontra os seus Nobel, na Europa e, porque cada vez mais tudo se faz em equipa e já não existe "O" mas sim"Os", o Prémio foi atribuído em parceria a Françoise Barré-Sinoussi e Luc Montagnier, pela investigação e identificação do virús HIV. Harald zur Hausen, pela investigação e identificação do virús VPH.
Desmond Tutu, Nobel da Paz em 1984, faz hoje 77 anos. Tutu é um dos "guys" que passaram pelo King's College. Tutu é referência para todos os estudantes que frequentam a Universidade de Londres. Entre King's e Guy's todos credenciam a Instituição.
Ainda a propósito das notícias sobre as Mil e uma Noites em casa emprestada pela CML, importa reler Eduardo Pitta em AS CASAS DA CML, 7 [E AS OUTRAS] .
A economia da Europa não está nada bem! Nós já sabíamos isso, mas parece que cada dia que passa, jornais, políticos, comentadores e outros se apressam a contar a mesma história, porque apesar de serem várias elas - as histórias - terminam sempre da mesma maneira: "isto está muito mau, e a crise vem aí." Quer dizer, a crise está aí ou aqui há muito tempo, quem anda no mercado sabe que as encomendas baixaram, que os clientes não pagam ou que estão a pagar a 240 dias, que os fornecedores têm dificuldades em cumprir prazos de entrega pela simples razão de que não têm capacidade de negociação, os preços são elevados pela mesma razão, o crédito malparado é coisa de todos e não apenas da banca, que o endividamento é de todos e não apenas de algumas famílias. Por isso não é de admirar que esse grande projecto, aposta de governos e governantes, grande reflexo da "nossa entrada na Europa" como se disse na altura, esteja a correr perigos. A Autoeuropa vai parar a produção de mono-volumes VW Sharan e Seat Alhambra por falta de encomendas. A fábrica já tinha parado a produção no mês passado por falta semelhante. A produção que se destina ao mercado espanhol está em queda e Portugal vai atrás. A maior preocupação da fábrica são os 40% de encomendas do desportivo VW Eos que se destinam aos EUA. E a fábrica continuará a parar em Novembro e Dezembro, ou seja todos os meses. E o desemprego não tardará, apesar de nos quererem adormecer com palavras para embalar meninos "...é um indicador de crise, apesar de se tratar de uma medida sem risco de despedimento, encaixando-se no banco de horas da fábrica" (António Chora, ao Público).
O Ricardo Arroja esteve ontem, num debate, na televisão. Gostei de ver o Ricardo e de o ouvir. Apesar da sua juventude ele soube estar à altura do tema que neste momento preocupa o Mundo. A crise não é apenas norte americana. A crise é de todo o mundo e como bem explicou o Ricardo a quem parece que já chamaram comunista, a aprovação do plano Paulson e respectiva intervenção na economia americana são o começo não para resolver a crise, mas para começar a arrumar a casa.