Como o conceito conta, uma oportunidade de ouvir bom fado ou boa guitarra é bem diferente do que ir aos fados num qualquer lugar onde o artista de ocasião se esganiça, e com os trejeitos habituais nos pretende convencer que o que nos impinge, é fado e guitarra portuguesa. Felizmente, sabemos ser criteriosos naquilo que é nosso mas é pena que ainda exista a ideia de que para estrangeiro qualquer coisa serve, se venda gato por lebre a preços de faisão ou ainda que se esfole quem gosta de fado.
Estive recentemente no Clube de Fado onde a boa música se faz ouvir e a guitarra de Mário Pacheco é magistral. Quem lá vai fica com a sensação de espectáculo bem conseguido, mas a conta é pecaminosa e mais para estrangeiro pagar do que para português apreciar. No final da noite é difícil convencer quem paga a factura, que aquele lugar é melhor do que a tradicional casa de fados da rua da Barroca. Se ainda o repasto fosse original, eu e imagino que outros como eu, estariamos perdoados. Não sendo assim, lá terei de arrastar o meu cartão de crédito para cima da mesa na próxima ocasião, e voltar a dizer: ó pá é o conceito, puxa!
Mario Pacheco live in Belem - Despertar da Cidade
Ha Uma Musica do Povo - Mario Pacheco & Mariza
Por outro lado, Ana Moura e Prince fazem títulos e capas a cantar no Meco. Afinal, em que ficamos em relação ao conceito? Bom, lá terei de iniciar tudo de novo. Ó Jóia, tá bem, puxa!
Prince e Ana Moura - Vai dar de beber à dor
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29/07/10
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