Entretanto em Lisboa as iluminações deste ano podem comparar-se à crise. Elas estão pobresinhas, pirosas e tenho a impressão que foram compradas na loja do chinês. Enquanto noutras cidades do mundo a iluminação se faz por dentro e reflecte-se para fora, nós reflectimos para fora o que nos vai nos bolsos. E assim, mesmo que tivéssemos alguma pontinha de vontade de utilizar os trocos do bolso ficamos sem grande impulso para montras que apenas dizem "promoções" e "vende-se" ou "aluga-se espaço" e ainda "liquidação total para obras".A Av. da Liberdade gostaria de ter neve fictícia mas a iluminação é curta , as lojas têm vitrinas sem jeito e na baixa apenas a sede de um banco tem fachada a condizer com o edifício. Não sei se tem dinheiro lá dentro mas pelo menos tem arranjo exterior. No Chiado o lixo à porta das lojas não convida a compras. Por outro lado nem mesmo a campanha da TMN melhorou a iluminação e acabou por fazer das principais praças da cidade um autêntico disparate.
