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15/12/08

Falta Brilho em Lisboa

Entretanto em Lisboa as iluminações deste ano podem comparar-se à crise. Elas estão pobresinhas, pirosas e tenho a impressão que foram compradas na loja do chinês. Enquanto noutras cidades do mundo a iluminação se faz por dentro e reflecte-se para fora, nós reflectimos para fora o que nos vai nos bolsos. E assim, mesmo que tivéssemos alguma pontinha de vontade de utilizar os trocos do bolso ficamos sem grande impulso para montras que apenas dizem "promoções" e "vende-se" ou "aluga-se espaço" e ainda "liquidação total para obras".
A Av. da Liberdade gostaria de ter neve fictícia mas a iluminação é curta , as lojas têm vitrinas sem jeito e na baixa apenas a sede de um banco tem fachada a condizer com o edifício. Não sei se tem dinheiro lá dentro mas pelo menos tem arranjo exterior. No Chiado o lixo à porta das lojas não convida a compras. Por outro lado nem mesmo a campanha da TMN melhorou a iluminação e acabou por fazer das principais praças da cidade um autêntico disparate.

27/05/08

O Chiado de Lisboa

Passei pelo Chiado. A cidade já não tem o brilho de outrora, mas continua a ter alguma subtileza. As lojas foram restauradas de forma uniforme, bem ao gosto da arquitectura actual. O movimento das ruas faz-se sem grande atracção. O meu companheiro, perguntou o que achava eu, que faltava à Lisboa do antigamente. Ele queria dizer à Lisboa daquela época em que nos vestíamos melhor, e íamos às compras à baixa. Ele também queria dizer à Lisboa da sua juventude e em jeito de conclusão rematou: falta-lhe os carros!
Mas à Lisboa do Chiado falta muito mais. Falta fascínio e falta a nobreza de uma cidade que outrora mantinha as fachadas com a arquitectura da época, com as lojas que inspiravam riqueza e esplendor. O Chiado de hoje é todo igual, sem nada que o distinga a não ser as marcas em franchising que aí se instalaram. E é pena porque apesar de tudo é aí que encontramos visitantes à procura de alguma coisa mais do que fado.