Mostrar mensagens com a etiqueta Moçambique. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Moçambique. Mostrar todas as mensagens

14/03/10

Atacando a pobreza

A ATACA é um projecto de gente boa que gosta de Moçambique e que acima de tudo está empenhada em atacar a pobreza. As voluntárias estão de volta a Quelimane, cheias de juventude, vontade e sonhos. Para que o projecto continue é necessário que outros voluntários deste lado do planeta continuem a ajudar e a pensar nos que lá estão. É preciso continuar a querer ajudar. No próximo dia 1 de Abril, vamos ajudar a atacar a pobreza.

07/08/09

Kungokhala

... é só ficar! Filipe Condado e as imagens do que foram os dois anos de trabalho como voluntário numa Missão no norte de Moçambique. Com a permissão do autor escolhi três fotografias e o texto de apresentação de um evento cheio de calor humano, talento e generosidade. Há pessoas e momentos assim, que nos faz bem recordar!
Luciano
"Embora, não fosse esse o objectivo do meu trabalho, tive a graça de poder ir retratando a vida das aldeias que rodeavam a Missão. Quando regressei, ao olhar para todas essas fotografias senti que não podia deixar de as mostrar. Foi assim que nasceu este livro. Era preciso agora dar-lhe um título… Como encontrar a palavra que abarque tudo aquilo que eu não consigo dizer sobre estas imagens? "
"As crianças “à solta” quase desde os primeiros dias, sempre com um sorriso tão espontâneo, frágeis e desprotegidas muitas vezes por indolência dos seus; o trabalho na terra sempre tão duro e dependente do céu; as estradas serpenteando por entre as aldeias, rompendo o capim e as terras cultivadas; a vida que se enaltece de uma forma tão particular nas cerimónias religiosas; a música e o seu ritmo que provoca um gozo enigmático…
Tudo isto guardo em mim, em imagens, e poucas palavras. "

"Um dia, durante as férias escolares, encontrava-me no pequeno jardim junto à casa da Missão. Os alunos tinham partido para casa onde iriam ajudar as suas famílias no trabalho do campo. Vejo aparecer o Luciano, um dos alunos com quem mais conversava, vestido a rigor de casaco e gravata, com um saco de batatas às costas. Tinha feito três horas a pé só para me visitar e para me oferecer aquele presente.
Quis saber o porquê da sua “viagem”, e o Luciano respondeu-me:- “Aphunzitsi!… kungokhala!”, que quer dizer: -”Professor!… Só ficar!”.
Foi em Moçambique, onde eu também aprendi a “só ficar”; a saborear o tempo."

(Filipe Condado Lisboa, Junho 2004)

02/04/08

Moçambique com óculos de sol

Cavaco e Maria estão para Moçambique, como Soares e Maria de Jesus estavam para a Índia. Recordo-me da época em que Cavaco subiu ao coqueiro. O gozo perante a atitude de um homem ágil, feliz consigo próprio, mostrando ao mundo que era capaz de um ar de graça. Uma faceta menos conhecida e menos severa que na altura não agradou, muito em especial por termos presente um Mário Soares de turbante sentado num elefante em terras da Índia. A diferença entre um primeiro ministro e um presidente é essa, o presidente tal como o rei tem um cognome. Os portugueses sempre gostaram de ter um Presidente a quem pudessem achar piada e fazer anedota. Nós somos assim um povo divertido, com sentido de humor. Já no tempo do Américo Tomaz " o corta-fitas"assim era. A seguir veio a época dos generais com o Costa Gomes "o rouco", Eanes "o suiças", seguido de Soares "o bochechas". Se Cavaco ficará "o bolo rei" ou se pelo contrário, os portugueses querem que ele volte a ser "o pasteleiro"ou, se ainda está por aparecer o seu cognome, é o que com o tempo iremos saber.
Para já, estamos a gostar de o ver com óculos de sol por terras africanas, como um português simples acompanhado de uma mulher simples. Dessas tais grande jóias que conseguem ser intelectuais sem o saberem, secretárias de empresa ou de partido, mantendo a serenidade e a alegria simples, a maior parte das vezes sem compostura ou protocolo, ao lado do seu homem.