Mostrar mensagens com a etiqueta amigos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta amigos. Mostrar todas as mensagens
04/03/12
Carlinda, 70 anos!
A minha amiga Carlinda fez hoje 70 anos. Estivemos juntas num almoço que juntou a família e os amigos. Foi muito bom podermos partilhar este momento. Mais uma vez, parabéns minha amiga, pelos anos e por tudo aquilo que uma bela amizade representa.
Etiquetas:
amigos,
amizades,
grandejoia e companhia
28/02/12
Favas contadas
A minha amiga Judite, a quem a minha filha mais nova chama Juju, mudou de casa. Antes tinha-se reformado e muito antes ainda, tinha-se divorciado, tendo isto acontecido na época em que se tornou avó. Não é vulgar tudo isto acontecer a uma pessoa na segunda metade dos sessenta. Dois terços do anterior, ela não teria desejado, mas o terço restante, sim. Fui visitá-la ontem, fui ver a sua nova casa, fui ver o que em plena cidade ela, com a ajuda do seu filho arquitecto, conseguiu. Um espaço maravilhoso cheio de produtos da terra, lindo, um terreno transformado em horta e terraço. Fiquei maravilhada com aquela sala que abre sobre o terraço feito à medida da ocupante. Uma pequena casa restaurada em que o andar térreo é composto por um quarto suite e um fantástico open space de sala-cozinha directamente para o jardim e um pequeno escritório bem enquadrado. E no andar de cima o atelier dum arquitecto jovem mas não velho, que assim pode deitar um olho na mãe sem que ela se sinta super protegida. Ao fundo do jardim vestígios das visitas dos netos e um trabalho em CD de uma ex aluna pendurado numa árvore para espantar pássaros danados. Uma ex professora que não está parada e que continua a criar e a pensar nos outros. Uma avó que ensina os netos com a ajuda da matemática do Donald, mostrando que a matemática pode ser de todos, uma mulher fantástica. A Juju que nas alturas mais difíceis tinha uma palavra doce e uma força brava para lutar contra os maus momentos, que ajudou inúmeros alunos a entrar na universidade, sem horas e com tempo para todos. A minha amiga está feliz com as suas favas contadas e eu também, ela merece e está de parabéns.
Etiquetas:
amigos,
amizades,
grandejoia e companhia
07/09/11
Com pernas e braços até ao infinito
Não gostamos de ser diferentes e raramente nos impressiona quem chama a atenção. Gostamos de ser discretos e se possível passar despercebidos. Temos medo de incomodar, de dar trabalho, de pedir o que na maioria das vezes nos pertence. De tal forma passamos os dias sem querer dar trabalho que quando nos acontece o imprevisto, ficamos baralhados, atarantados e com falta de confiança. Duvidamos de nós e dos outros. Gostamos de ser independentes com pernas e braços para chegar. E como o país e as cidades são reflexo deste desejo, encontramos limitações que , convencidas das nossas dúvidas, nos atiram para o canto da desilusão. As barreiras arquitéctonicas são uma constante e as sociais uma realidade. Daí que quem perdeu a mobilidade se sinta cada vez mais preso ao seu chão e com pouca vontade de se inteirar de outros passeios. Com o tempo vamos perdendo o ímpeto de sair, habituamo-nos a condicionar o desejo e a vontade e vamos deixando luas paradas na nossa vida. O quotidiano instala-se sem graça, sem luz, sem aflições e contradições. Somos impedidos de visitar o presente e o futuro aconchega-se no passado. Podemos, quem sabe, fazer diferente, não nos rendermos ao comodismo da mente e passarmos a viajar mesmo que as pernas sejam metade e os braços estejam dormentes. Podemos pedir a quem nos quer bem que nos ajude a encontrar a força, os meios e a capacidade locomotiva.
Ralph, era um diplomata chinês muito alto,que conheci no início dos anos oitenta no Canadá. Tinha sensivelmente a idade que eu tenho hoje, era casado com uma francesa, a Marie, consideravelmente mais nova. Não tinha filhos, tinha amigos e pertencia a um grupo de gente que se reunia todas as semanas para jantar, conversar, passar um ou outro fim-de-semana num lago perto de casa, ir ao cinema e ao teatro e jogar ping-pong. Quando o conheci, Ralph tinha amputado a perna direita ao nível do joelho, mais tarde continuou o procedimento até à coxa. Seguiu-se a perna esquerda. No início a cadeira de rodas era o seu transporte, depois os braços de um amigo. Ralph, nunca deixou de se juntar a nós por preconceito ou pudor de incomodar . Ralph, participou até a idade e a sua condição física o permitir. Os amigos sentiam-se privilegiados com a sua presença e eu estou certa que ele também assim pensava. Por isso, Bacouca, as pernas e os braços ficam ou vão até onde a mente e a aventura nos levar.
Ralph, era um diplomata chinês muito alto,que conheci no início dos anos oitenta no Canadá. Tinha sensivelmente a idade que eu tenho hoje, era casado com uma francesa, a Marie, consideravelmente mais nova. Não tinha filhos, tinha amigos e pertencia a um grupo de gente que se reunia todas as semanas para jantar, conversar, passar um ou outro fim-de-semana num lago perto de casa, ir ao cinema e ao teatro e jogar ping-pong. Quando o conheci, Ralph tinha amputado a perna direita ao nível do joelho, mais tarde continuou o procedimento até à coxa. Seguiu-se a perna esquerda. No início a cadeira de rodas era o seu transporte, depois os braços de um amigo. Ralph, nunca deixou de se juntar a nós por preconceito ou pudor de incomodar . Ralph, participou até a idade e a sua condição física o permitir. Os amigos sentiam-se privilegiados com a sua presença e eu estou certa que ele também assim pensava. Por isso, Bacouca, as pernas e os braços ficam ou vão até onde a mente e a aventura nos levar.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

