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27/08/09

Quem quiser que os compre

Quem quiser que os compre, porque eu já sei o que a casa gasta. Esta frase que o povo usa, tem como sempre, a sua verdade. Quem trabalha em organismos ligados à divulgação de estatísticas sabe que Setembro é a hora de lançar novas projecções. Ora em ano de eleições a coisa acentuasse. Logo em Julho, os responsáveis por algumas andaram a trabalhar horas a mais, para que os ficheiros tivessem a postos e ninguém tivesse de trabalhar que nem doido em Agosto para os números de Setembro. Este ano os dados fizeram sentir-se mais cedo e os funcionários foram chamados uns dias antes. "Está bem deputado, sim secretário, volto antes!" ou "Segunda aí estarei, não, não há problema, eram só mais uns dias de praia sem importância!"
A toque de caixa e de volta às secretárias, os dados têm surgido. Primeiro foi o IEFP a apresentar as estatísticas do desemprego por inscritos nos diversos centros. E aí estavam os que tinham feito o trabalho antecipado com menos desempregados por funcionário. Recordo que Évora tinha cento e qualquer coisa. Um número apresentável ao contrário dos crónicos centros de Amarante ou Braga que andava nos mil e tal. Quem anda nestas andanças também sabe que os centros com menos desempregados são aqueles que sabem gerir melhor os programas de formação para desempregados, diminuindo as estatísticas através da inserção dos jovens à procura do primeiro emprego em acções de formação ou melhor em estágios pagos 50% pela empresa e o restante pelos programas comunitários e os de longa duração por programas para encher o olho. Onde está o desemprego? Bem durante nove meses anda aí por uma empresa que de outro modo não empregaria o jovem. Nada tem de errado as empresas beneficiarem destes programas, porque todos ficam bem. O jovem recebe cerca de 900 euros limpos, a empresa paga o equivalente ao salário mínimo e o IEFF o restante. Durante o tempo de estágio tudo é uma maravilha, às vezes o jovem fica na empresa, só que vê o seu salário ajustado à realidade interna e que muitas vezes é inferior ao que vinha a receber.
Agora, vem uma candidata dizer que o Porto tem muita gente a viver de subsídios e o que é que ela propõe? Cursos, acções de formação. É o terciário a trabalhar com a ajuda dos fundos comunitários a todo o vapor. E para quê? Para que o povo tenha ocupação e verdade verdadinha para que as estatísticas do desemprego diminuam e as verbas façam mais bonito. Pois é, que ninguém se engasgue com a espinha do peixe que por aí nos querem vender. Por mim, fico-me pelas verduras que encontro no rio que apesar de tudo não andaram lá pelo Ave a despachar panos e fios para o parque da tecnologia que nem fios telefónicos podia ter.

15/07/09

A dançar o Vira

O "Vira" das comissões de honra começou. Quem o souber dançar melhor vai ganhar. As comissões de honra são assim intituladas por integrarem pessoas que ou representam um grupo, ou se distinguiram na sua área profissional, política ou humanitária, garantem as intenções de quem dança e devem ser conhecidas dos eleitores votantes. E aqui temos um ponto sem nó e um problema de dança. Poucos a sabem dançar apesar de quase todos a conhecerem. Por outro lado muitos sabem que quem a ensina, é por regra, quem vai ao baile desde pequeno. A idade e o espaço favorecem também quem pratica em casa. E mestre Orlandinho há muito que vira e revira pelos salões da cidade do Porto e sem ele não há "Vira" para ninguém.
Na cidade vizinha de Valongo, Maria José Azevedo que também já dança este "Vira" há anos, percebeu que o melhor era não ter par certo e poder escolher, independentemente dos ventos e circunstâncias. E como o seguro morreu de velho, nada como registar o que lhe pertence para reclamar ou rejeitar o que lhe confere o direito notarial.

11/07/09

A questão da casa

Intriga-me que cada vez que se fala na candidatura de Elisa Ferreira à CMP, apareça a seguinte frase "até já fez as malas e já não tem casa em Bruxelas". E daí? Alguém estava à espera que a candidata, que diz ter os pés no chão do Porto e estar de alma e coração na cidade, estivesse a pensar manter o apartamento parlamentar para passar férias? E já agora, quantos casas tem Elisa em Portugal para pernoitar sempre que vem de Bruxelas para ir à bola? Claro que também se pode dar o caso de só frequentar o Estádio do Dragão e portanto jogar em casa. Mas mesmo assim, continuo intrigada, porque mesmo que a casa fosse da própria e esta não fique a ver a bola nos Aliados, será que não há quem queira esta inquilina ou aliado que queira partilhar um espaço? Coisa estranha que me deixa intrigada. Por outro lado, fico mais tranquila quando vejo que Elisa Ferreira continua as suas visitas e passeios programados. Se ultrapassar esta solitária cruzada, não vão faltar "pólos", "desafios", "animação ao abrigo do QREN", "pasmatório nas artes, nos jardins e hospitais" e o Porto será finalmente Uma Nação em forma de cluster com dimensão nacional e internacional. Será que o Rui Moreira que usa o relógio no pulso direito logo, é boa pessoa, tem casa para arrendar em Bruxelas?