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13/12/11
Divórcio anunciado
Num matrimónio falhado, as sessões de terapia conjugal podem ajudar, não na reconciliação do casal enquanto matrimónio, mas na aceitação das diferenças e da estabilidade entre eles. Imagino que ao trazerem os ressentimentos para cima do tabuleiro, ao serem honestos e capazes de analisar as causas do afastamento, o casal se auto avalie e consiga seguir em frente. Serão igualmente importantes estas sessões para encontrar o equilíbrio na educação dos filhos e penso, que só mesmo nestes casos, se consigam forças,que em caso de continuação, admitam a permanência familiar. Ora, vem isto a propósito do nosso casamento com a Europa em que cada um de nós está casado com o elemento Merkozy e com os restantes elementos que nem sequer conhecemos e em que a maioria dos portugueses nunca foi aos países que constituem os chamados parceiros europeus. Daí que cimeira atrás de cimeira, a reconciliação só pode a seu tempo terminar no óbvio divórcio, que cada vez mais, cada um de nós deseja, a começar por aqueles que vêem a casa roubada por empréstimos a parceiros pobres ou de más contas. A Inglaterra que já tinha dado a indicação da sua preferência monetária e que sempre se distanciou do resto da Europa, não esteve com meias medidas, disse o que aceitava e aquilo que beliscaria a sua independência parlamentar e a sua autonomia nacional. Há aqueles que podem e outros que gostariam mas não podem levantar a voz. Resta saber até quando.
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união europeia
14/12/09
Itália, italianos e o resto
O caso da agressão a um dos mais alegados corruptos da esfera europeia não foi um acto que se recomende, é uma manifestação importante e não deve ser desprezada ou considerada um acto isolado. O mundo começa a não ter paciência para gente que continua sem pestanejar no poder, que o mantém sob controlo e com fortuna a condizer. O tempo em que as populações aguardavam pacificamente pela resolução dos seus problemas ou dos seus anseios está a rarear, o que por um lado é uma pena, e pelo outro extremamente perigoso. Itália não deve servir de exemplo a ninguém e muito menos no que toca ao uso da violência para resolver conflitos. É que a violência chama mais perigo, mais poder, outras armas que destroem e que para os europeus, em especial os dos países mais ao sul da Europa, ainda representam pouco tempo de liberdade democrática. Que não passe pela cabeça de italianos, espanhóis e portugueses o que já passa pela cabeça dos gregos e por aí fora. Neste caso, a união de interesses pela paz é um elemento que identifica os países que pertencem a uma comunidade e que só por isso é de todo o interesse manter viva e coesa. No momento em que a Europa se dividir pelos interesses políticos, uma vez que pelos económicos já se manifesta de várias formas, o Continente Europeu volta a ser apetente para outras manifestações bélicas. A geração de setenta ainda está a tactear em democracia e para as outras o tempo não é sequer correspondente à actual esperança de vida. Muito pouco tempo que não nos deve apetecer encurtar ou confundir.
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04/05/09
O Euro em análise
O texto que se segue está conforme o original e representa a percepção de uma criança que no ano lectivo de 1998/99 frequentava o 4º ano de escolaridade. É uma verdadeira Jóia, da família dos Jóias aqui representada pela sua mãe. Tanto no nome como na escrita, a autora antecipa com clarividência a vontade e o destino dos europeus. :)
"O Euro é a moeda que vem no ano 2002.
Euro vem da palavra Europa.
Euro vem da palavra Europa.
Há pessoas que não queriam o Euro, mas pronto já está.
Em 2002 11 países vão ter Euros.
A bandeira da Comunidade Europeia é azul com umas estrelas douradas.
A Comunidade Europeia quis o Euro para a Europa ficar mais forte e unida."
(Composição: "O Euro", Autor: A minha Quarta Jóia, Porto, 1998/99, 4º Ano)
21/04/09
Nós europeus!
Havia dúvida? É muito interessante que se tenha de chamar a atenção para o facto de sermos europeus. E aqui está novo busílis. Se já tínhamos dificuldade em nos assumirmos como portugueses maior ainda como europeus, mas apenas no que toca a eleições e votações porque o resto é um dado identificado ou alguém duvida que uma criança, pelo menos quando inicia a escolaridade sabe se é portuguesa e que Portugal fica na Europa? O nosso problema, e ele há tantos, não é de identidade mas de enquadramento comunitário e aí a maior parte da população não tem qualquer tipo de cultura europeia. Portanto, votar nas eleições europeias tem muito que se lhe diga, e se alguém ambiciona a corrida às urnas é melhor que a focalização do discurso se faça naquilo que se pretende comunicar.
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