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05/03/10

Os vinte anos do Público

Os vinte anos do Jornal Público são iguais aos últimos vinte anos de quem o lê. Naquela época Portugal vivia um período de estabilidade política, económica e financeira, o impossível não existia, a juventude dos projectos iniciados na década de oitenta estavam no ar e começavam a ter vida, as empresas tinham lucros e as equipas tinham dinâmica de trabalho, o país estava num estado de graça que o Cavaquismo, quer se goste ou não, tinha trazido. Quando o jornal saiu, cheio de vigor, de compromisso com a nova comunicação, com a viragem de página e novos jornalistas, com o primeiros jornalistas especialistas em assuntos, coisa até aí rara, com colunistas desejosos de expor a sua opinião e de alterar mentalidades, os mais cépticos não lhe atribuíam mais de um ano e são os mesmos que, tal como hoje, não atribuem mais de um ano à democracia nacional. Aqueles que não acreditam no projecto são os mesmos que hoje andam em jornais, que querem ajudar a derrubar não o status quo mas a edificar uma lei da selva em que a mentira, a provocação e a maldicência são o pão nosso de cada dia. A sociedade portuguesa vive momentos difíceis, mas a lei da liberdade de imprensa é o motor para que a confiança continue a vigorar junto da opinião pública. Informar e esclarecer continua a ser o mote da liberdade e deixar que quem lê forme opinião e julgue, caso se justifique, também. O público precisa do jornal Público e de todos aqueles que têm por principio a honestidade e o serviço mesmo que o projecto seja propriedade de privados. E é por isso, que apesar das línguas no passado terem invocado a falta de experiência do empresário de marcas para gerir jornais como um dos factores para o insucesso do mesmo, não têm tido razão. Um empresário com visão espera que o projecto se rentabilize acreditando que dele consegue fazer uma marca diferenciada. Neste caso, o jornal Público tem ao longo destes vinte anos conseguido transformar-se exactamente nisso - uma marca. Para ser rentável ela ainda tem de continuar caminho para se diferenciar. E este é provavelmente o momento certo. E tal como o jornal também o público que o lê tem a sua oportunidade para expressar o que quer fazer deste país, em quem acredita, no que acredita e deixar que a maturidade ande lado a lado com a democracia, com a liberdade e com a visão estratégica. Já não basta fazer diferente, o que é preciso é fazer com tenacidade, frescura e vontade renovada mesmo que a idade nos diga que já não vale a pena.

18/02/10

Acho XII

"Kate e Gerry classificaram de “falsa e malévola” a forma como os envolveram no desaparecimento da filha" (foto de Miguel Manso, Público)

Estou farta desta gente e desta saga que não nos larga. Acho que devíamos ter vergonha de advogar a liberdade de expressão e decidir assim.

04/02/10

Esmiuçando as notícias

Esta manhã, após leitura afincada do Jornal Público retive o seguinte:
- Três colunistas escreveram sobre o caso Mário Crespo;
- José Cid faz hoje anos;
- A Universidade do Algarve ensina medicina em sala de aula no formato case-study tipo Dr. House;
- Ted Turner vai criar bisontes;
- Belmiro de Azevedo justifica as palavras usadas em relação a Cavaco Silva na sua entrevista à revista Visão;
- O Conselho de estado reuniu-se, partilhou biscoitos de chocolate e águas do Luso e apelou para uma atitude de diálogo no Parlamento e traduzida em comunicado " O Conselho de Estado reunido hoje (ontem) faz votos para que predomine na Assembleia da República o espírito de compromisso e de diálogo paciente e frutuoso que permita ao país enfrentar os desafios estruturais que tem à sua frente".
Para uma leitura esmiuçada é muito pouco. Amanhã, vou ler as notícias a galope.