Vive-se a época do sensacionalismo, mas onde está a paixão? Nos últimos tempos parece que tudo o que se apregoa tem de ser enviado com o exagero de emoção, mas esquecendo que é o mensageiro que traduz o fôlego e o ímpeto da acção. No mundo dos negócios se as equipas de venda não forem apaixonadas pelo produto não serão capazes de traduzir esse espírito de empatia e necessidade de ouvir. O marketing tem passado por momentos difíceis e as empresas e seus gestores põem ênfase principal na diminuição de custos e apresentação de resultados, esquecendo que o bem principal tem de ser vendido em primeiro lugar. Uma empresa com gestores que só se preocupam em reduzir custos e estão alheios à angariação de clientes não vai longe. Com o tempo, mesmo aqueles que ainda têm alguma paixão, passam a desinteressados que tentam vender a outros desinteressados. É urgente voltar a acreditar que o mundo não é feito só de episódios negativos e que não é uma questão de esperança que nos move, mas sim a nossa capacidade de mudar mentalidades, situações, empenhos e outras tendências que estão à nossa mão. Como Seth Godin muito bem nos relembra, "people who don't care, selling products to people who care less" é verdadeiro. Por isso é tão importante que os CEOs se lembrem das pessoas que dirigem e dos produtos e serviços que pretendem que elas representem. Mas para isso, eles terão de se apaixonar, em primeiro lugar, por aquilo que fazem.
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21/06/10
E a paixão?
Vive-se a época do sensacionalismo, mas onde está a paixão? Nos últimos tempos parece que tudo o que se apregoa tem de ser enviado com o exagero de emoção, mas esquecendo que é o mensageiro que traduz o fôlego e o ímpeto da acção. No mundo dos negócios se as equipas de venda não forem apaixonadas pelo produto não serão capazes de traduzir esse espírito de empatia e necessidade de ouvir. O marketing tem passado por momentos difíceis e as empresas e seus gestores põem ênfase principal na diminuição de custos e apresentação de resultados, esquecendo que o bem principal tem de ser vendido em primeiro lugar. Uma empresa com gestores que só se preocupam em reduzir custos e estão alheios à angariação de clientes não vai longe. Com o tempo, mesmo aqueles que ainda têm alguma paixão, passam a desinteressados que tentam vender a outros desinteressados. É urgente voltar a acreditar que o mundo não é feito só de episódios negativos e que não é uma questão de esperança que nos move, mas sim a nossa capacidade de mudar mentalidades, situações, empenhos e outras tendências que estão à nossa mão. Como Seth Godin muito bem nos relembra, "people who don't care, selling products to people who care less" é verdadeiro. Por isso é tão importante que os CEOs se lembrem das pessoas que dirigem e dos produtos e serviços que pretendem que elas representem. Mas para isso, eles terão de se apaixonar, em primeiro lugar, por aquilo que fazem.
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18/07/09
Transparência jornalística
Walter Cronkite é uma referência do jornalismo, "That's the way it is" era a forma como terminava as suas reportagens, morreu ontem com 92 anos. O jornalismo devia ser um meio em que Transparency works if it's authentic e que interessante seria que os nossos meios de comunicação fossem ditados por gente, que tal como Walter, puderam fazer jornalismo e dar lições de fiabilidade ao mundo. E poderem criar certezas e deixar dúvidas sobre assuntos que nos cabe a nós leitores, ouvintes e espectadores decidir em vez de ser o jornalista não a concluir por si, mas a concluir conforme lhe dizem para fazer. A época em que os jornalistas falavam na primeira pessoa e relatavam factos, deixou de se fazer na maior parte dos meios. Os projectos empresariais ditam as necessidades de notícias que são títulos de escândalos de pequenas palavras de duplos sentidos para chamar audiências e vender folhas de jornal ou vender espaço televisivo. Sempre se soube que a qualidade da programação dependia da qualidade dos anunciantes, hoje as agências de publicidade fazem os seus spots conforme a qualidade de quem lhes paga. E quem o pode fazer, nem sempre é quem tem melhor qualidade ou melhor produto, mas sim maior número de ouvintes ou espectadores e também maior capacidade para comprar espaço publicitário, que se tornou acessível aos que outrora o ambicionavam. Os jornalistas têm de cumprir prazos e programação ou editoriais conforme o plano de gestão. A linha editorial quase que não existe ou vai mudando conforme os ventos políticos. A cor do dinheiro veio alterar toda a transparência do que é noticiado, do que é passado como informação. O espectador é cada vez mais livre de pensar o que quiser mas cada vez mais incapaz de ter uma opinião, de saber o que dizer, de saber distinguir os factos do palavreado que o induz a pensar bem ou mal, conforme a capacidade de manipulação de quem o disse. Por isso, quando alguns jornalistas e articulistas vêm finalmente dizer que não seria pior que se soubesse o que se passa no interior das redacções, eu tenho de concordar, aplaudir e juntar-me a eles mesmo não sendo jornalista. E pedir transparência não só mas também, nas outras áreas que lidam com a comunicação com a informação e com o poder. A democracia e a cidadania também anda por aqui, certo?
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