Voltamos à questão da vírgula. Perante os produtos de retorno absoluto do BPP a questão vai centrar-se como sempre no pequeno problema, no detalhe. Nós somos bons em pequenos detalhes. No detalhe é que está o ganho! Se o legislador considerar que os produtos do BPP são ou eram tóxicos e que o banco tinha um risco sistémico, os clientes ainda vão ter possibilidade de recorrer aos tribunais e tentar ver algum do seu. Se por outro lado, os produtos tiverem classificação distinta, o problema não é de ninguém, quando muito dos pacóvios que escolherem o banco errado. A classificação é determinante tal como a vírgula o era e foi há uns anos atrás num diploma ou lei Constitucional. É tudo uma questão de vírgulas e zeros à esquerda. O BPP tem uma carteira que ronda os 2800 clientes, destes 2200 são de contas de retorno absoluto. Azar, dos que acham que são ou eram depósitos a prazo.Já agora, uma pergunta lateral. Será que o livrinho do banqueiro continua a vender?