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22/06/10

Ainda a frase

Independentemente da polémica em redor do ter ou não ter estado presente no funeral, do pior que eu ouvi Cavaco Silva dizer a propósito de Saramago, foi que nunca tinha tido o privilégio de o ter conhecido ou com ele ter privado. E isto para justificar o que fazem os amigos e admiradores de alguém em relação ao dever do chefe de Estado. Se eu fosse Presidente de todos os portugueses teria feito alguma coisa para conhecer o único português com o Nobel da Literatura.

19/06/10

José Saramago (1922-2010)

A RTP2 passou ontem em repetição, uma entrevista de José Saramago a José Rodrigues dos Santos, parte de um programa intitulado "Conversas de escritores" que foi transmitido há cerca de um ano e que é importante rever. A conversa orientada para a obra a maior parte do tempo, revelou Saramago de forma simples, afável como não o terá sido noutras épocas da sua vida, condescendente com os seus erros e sem nada mais a provar num tempo que ele próprio terá reconhecido como próximo do fim. Saramago, soube no final da sua vida, criar o impacto que levará muitos a querer conhecer a sua obra. No final vi aquilo que ele quereria que eu tivesse compreendido - uma certa forma de ser- em formato de travessão gramatical. Saramago, tal como Borges, que ele admirava, vai ficar na história da literatura não apenas pelo prémio Nobel que todos querem reclamar, mas pelo estilo que soube criar com muitas ou poucas virgulas, com ou sem minúsculas nos nomes próprios, com ou sem memória para contar. O próprio deixou claro que os livros mais representativos da sua obra são o "Caderno de Pintura e Caligrafia" e "Levantado do Chão". Que reste em paz, quem tão polémico foi!