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28/09/09

Os portugueses "deitaram" em todo o país

Os portugueses deram o seu veredicto e disseram, que apesar de apoiarem o PS, não tinham a certeza que governos maioritários fossem a solução para governar com rigor e sem prepotência. O espectro da arrogância desapareceu e deu lugar a outros ouvidos. É uma boa solução, especialmente quando se esperava pouca convicção na orientação do voto.
Para o PSD é uma machadada bem acertada para quem não quis ajuda em campanha e acabou por ter de camuflar a verdade. Exige-se que a segunda maior força política se renove, que passe a viver com ideologia, que abandone as políticas de maldicência, típicas da calúnia e boatos de corredor. O PSD de Sá-Carneiro fundado pela ala liberal do tempo de Marcelo Caetano, preocupava-se em passar e viver com esses fundamentos. Hoje, foi consideravelmente penalizado a favor do CDS e nem o recém-chegado Paulo Rangel fez a diferença que Manuela Ferreira Leite antecipou com as eleições europeias. Espera-se, a bem da democracia, que limpe e areje as bases, as cúpulas e angarie novos militantes ou simpatizantes convictos.
O CDS deve o resultado a Paulo Portas e a Nuno Melo, o seu melhor deputado. Considero que é um dos vencedores da noite, veremos se não se considerará mais papista que Sócrates quando chegar o momento de analisar as propostas apresentadas na AR. Concluo com os cinco pontos que considero relevantes:
PS ganhou com maioria relativa ; CDS ultrapassou a barreira dos dígitos; PSD foi consideravelmente penalizado; Bloco de Esquerda não teve a percentagem aguardada; CDU manteve o seu lugar político.
Neste momento, penso que as forças políticas se encontram equilibradas como não se via há alguns anos. O espírito da revolução voltou e eu considero que é uma vantagem para Portugal, porque passamos de amorfos a gente que pensa e bem ou mal actua em conformidade. Muitos portugueses terão votado sem convicção e muitos em sentido contrário do que tinham feito em Junho. Se o fizeram, algo está mal, muitas coisas até, e essa foi a forma de o expressarem com confiança no futuro.

12/09/09

Zero a Zero ganha o Benfica

Matar o pai e a mãe para depois dizer que é órfão, foi uma tentativa de gargalhada duvidosa. O apagão do SNS no programa da verdade é uma gargalhada repetida, mas interessante. As políticas de privatização da saúde e da educação, são piadas bem apanhadas em conjunto com a frase da doutora que não gosta do SNS. O melhor da noite foi a definição de SNS. Para que se saiba, não é Serviço Nacional de Saúde, mas Sistema Nacional de Saúde e aqui está toda a diferença. Um serviço presta-se um sistema constrói-se, um serviço nacional é um direito do cidadão e um dever da governação, um sistema é um esquema que pode ser delineado de formas diversas e de acordo com as variáveis e as necessidades assumidas. Um sistema pertence a quem o pensa e tem de ser testado, por isso não é um dado adquirido, nem um dever assumido. Pode ser alterado e rasgado se não der certo. A revisão do sistema depende também da política subjacente, já o serviço é o resultado do sistema e da política instituída. Nacional diz respeito ao país e ao povo, se for serviço é um direito aplicado a todos. Já o sistema nacional é um conjunto de políticas que vão ser testadas e postas em prática conforme a melhor racionalidade e eficiência, neste caso económica. A saúde é uma necessidade de todos, o serviço de saúde é um direito de todos, o sistema depende da vontade de quem governa e quanto à eficiência resulta da qualidade dos agentes que a estudaram e dos outros que a testaram. O serviço depende da qualidade dos agentes que a executam e que no caso da saúde ou são os médicos ou são os agentes económicos que asseguram os cuidados de recrutamento dos profissionais junto dos privados. No fundo, o que queremos saber é se o público por si só pode responder às necessidades de quem o utiliza, e se o privado é alternativa a quem o procura. Por outro lado, se o endividamento do País permite mais despesa por parte do Estado, ou se a privatização da saúde e da segurança social são inevitáveis. Ping-Pong para lá e jogada para cá, Sócrates e Ferreira Leite não saíram do empate.

28/08/09

Na volta estamos esclarecidos

Ora estamos esclarecidos. O programa eleitoral do PSD foi apresentado, as verdades foram escolhidas, o compromisso assumido, a espiritualidade devolvida, a inserção social esclarecida em problema transversal, liberdade de escolha na saúde, mais adoptados e adoptantes, maior envelhecimento activo, sim às quotas mínimas de emprego, apoiado o clima de emigração emergente e instalado, protecção da família, apoio aos professores, aos tribunais e notariados. Verdade, compromisso, salário, saúde, educação, segurança e não corrupção.
Empenho em negociações, 2013-2020 prazo alargado, subsídio de desemprego alargado, policiamento e autoridade alargados, forças armadas alargadas, políticas de justiça e paz social alargadas, comunidades portuguesas transversalmente alargadas, autonomias regionais e autarquias renovadas. Utilizador-pagador para o ambiente, rebranding para Portugal, descentralização, infraestruturas rodoviárias, cultura, informação, transparência, administração pública, publicidade e consumerismo. Desporto e auto gestão, capacidades aumentadas, rendimentos garantidos, inserção autorizada, agricultura e mar.
Rasgado o TGV, realinhado o aeroporto, a rede rodoviária e dando prioridade às carreiras professores, juízes, médicos e forças armadas, resta exactamente o quê?
Para além da campanha "A volta da Líder", não vejo mais nada. E desconfio, que envolta a Líder num conjunto de voltas, o país continua volta não volta. E na volta, volta a girar para a roda do PS. Para quem alimentou o mistério do livrinho de anotações, a volta foi curta e não passou do Guincho.