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19/08/08

Londres,UK 2008

Correndo as ruas de Londres é difícil deixar o multi culturalismo de lado. Diferentes etnias umas mais emigrantes que outras populam espaços, galerias, museus, mercados,ruas ou universidades. Os Campus ainda estão vazios, mas não tarda que cheguem os primeiros estudantes que irão engrossar um corredor de gente à procura de outros saberes. Apesar da falta de sol, apesar de muitos "if" que continuarão nos diferentes países de origem, os portugueses vão gostar do fish and chips e qualquer semelhança com os douradinhos do "Capitão Iglo"é pura má língua.
Em Londres só andar na rua e passear nas margens do Thames enche a alma de risadas. E risadas é exactamente o que um país cheio de sol como o meu não tem. E pouco a pouco o meu país vai tendo menos dias de sol e mais dias cinzentos, com crimes e medos. E assim como assim, vou ali ver aqueles que fazem uma despedida de solteiros num pedacito de areia que encontraram numa das margens do rio, sem que ninguém os incomode. Assim como assim, vou ali mais um bocadinho ao Tate Museum, assim como assim vou ouvir um concerto no parque e assim como assim vou passar pelo Borough Market e comprar umas costeletas de borrego juntamente com um queijo do Lake District. Ah! e tudo isto sem entidades tipo Asae a meter o bedelho. E para os mais novos a música é sempre diferente, mesmo que a letra e o artista nos pareça "dejá vue"

21/05/08

Emigrantes

Rosário Farmhouse, alta comissária para a Imigração, declarou ao Público que o número de mulheres emigrantes está a aumentar em todo o mundo. As razões são "a modernidade das políticas sociais e do modelo social europeu e o impacto das migrações de uma perspectiva transatlântica". Eu não entendo bem o que é esta coisa da perspectiva transatlântica no modelo social europeu.
Por outro lado, percebi bem, que "actualmente as mulheres estão a emigrar sózinhas ou optam por acompanhar os maridos deixando os filhos nos países de origem".Também continuei a perceber que as mulheres são vítimas de discriminação e "têm mais dificuldades em aprender a língua, um vez que normalmente estão em casa com os filhos ou fazem trabalhos domésticos".
Se era para tirar estas conclusões, não me parece que tivesse sido necessário pagar almoços. Sempre nos ficava melhor ouvir o nosso Observatório para a Emigração, que aliás, disse que teria resultados lá para Maio. O mais maravilhoso é continuarmos a ouvir as mesmíssimas conclusões ao longo dos anos e por isso é que eu não entendo a história do modelo social europeu e a perspectiva transatlântica!
Ainda bem, que António Câmara em "Inovar é Preciso" nos vai trazendo histórias de sucesso de "portugueses não residentes", que trabalham nas Universiddes e centros de investigação de todo o mundo.