Mostrar mensagens com a etiqueta portugueses não residentes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta portugueses não residentes. Mostrar todas as mensagens

26/09/08

Por onde começar?

De volta ao terreno, por onde começar? Ao longo das semanas vamos escrevendo notas para posts e entradas que muitas vezes nunca chegam a ser. Passados dias, semanas, sei lá, os temas já nos parecem cansados e a frescura da entrada gasta ou a saber a papel. A escrita tem de ser feita no imediato, o pensamento tem de correr à velocidade dos dedos e o teclado faz parte do momentum. O principio transforma-se no fim e o inicio no meio e quando damos por isso outras coisas mais importantes ou mais actuais obrigam os dedos a percorrer o caminho de trás para a frente e de frente para trás.
"Tens o espírito livre", dizem-me à chegada e "tens tempo para escrever" continuam a dizer-me. E eu lembro-me do amigo que uma vez longe do país, deixou de ter tempo para escrever e aparentemente porque tem o espírito livre, e tem tempo. Tanto tempo que não tem tempo para escrever, tem tempo para partir à procura de novos tempos e outras preocupações se alojam no seu espírito. O meu amigo de vez em quando aparece e fala uma linguagem que já ninguém entende. É a linguagem do expatriado, porque o emigrante continua nele. E o linguajar faz-se num português que é estranho para quem o lê, e que alguns se atrevem a corrigir não no sentido mas na grafologia. E neste momento só me ocorre dizer com o poeta " gostava de estar no campo para ter saudades da cidade", porque bem conhecia Pessoa o português - inglês expatriado, emigrante na cidade e no campo, sozinho ou acompanhado, cá ou lá, presente ou ausente. Apenas português com e sem Portugal, sempre presente, sempre ausente!

21/05/08

Emigrantes

Rosário Farmhouse, alta comissária para a Imigração, declarou ao Público que o número de mulheres emigrantes está a aumentar em todo o mundo. As razões são "a modernidade das políticas sociais e do modelo social europeu e o impacto das migrações de uma perspectiva transatlântica". Eu não entendo bem o que é esta coisa da perspectiva transatlântica no modelo social europeu.
Por outro lado, percebi bem, que "actualmente as mulheres estão a emigrar sózinhas ou optam por acompanhar os maridos deixando os filhos nos países de origem".Também continuei a perceber que as mulheres são vítimas de discriminação e "têm mais dificuldades em aprender a língua, um vez que normalmente estão em casa com os filhos ou fazem trabalhos domésticos".
Se era para tirar estas conclusões, não me parece que tivesse sido necessário pagar almoços. Sempre nos ficava melhor ouvir o nosso Observatório para a Emigração, que aliás, disse que teria resultados lá para Maio. O mais maravilhoso é continuarmos a ouvir as mesmíssimas conclusões ao longo dos anos e por isso é que eu não entendo a história do modelo social europeu e a perspectiva transatlântica!
Ainda bem, que António Câmara em "Inovar é Preciso" nos vai trazendo histórias de sucesso de "portugueses não residentes", que trabalham nas Universiddes e centros de investigação de todo o mundo.