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15/03/09
26/02/09
Aqui há gato!

A Luísa, desafia-me a confessar seis factos verdadeiros, mesmo que semi ficcionados, da minha vida real e três outros desejos completamente improváveis, mas que eu teria gostado de ter vivido.
1- Sou dona de um banco e de uma caixa. Mas invisto no porquinho mealheiro.
2- Um dia um "Ministro sem pasta" pediu-me para lhe comprar uma para os dentes.
3- No St.Christopher's Inn partilhei um quarto com desconhecidos. Fiquei com a chave do quarto desactivada, tive de ir com "roupa menor" e toalha ao ombro à recepção. A recepção ficava no exterior e a um quarteirão de distância.
4- Fui casada com um estudante, depois com um professor, de seguida com um polémico articulista, finalmente com um financeiro. Hoje estou casada com todos eles e com um filósofo de ideias fixas.
5- Numa viagem Londres - Porto, perdi três táxis, uma estação de metro, dois combóios e um avião.
6- Comemorei as bodas de prata no MGM de Las Vegas.
7- A primeira vez que dormi num hostal e partilhei o quarto com desconhecidos foi em 2008.
8- Em 1972, participei no Festival RTP da Canção.
9- Sou arquitecta de profissão, médica e economista em pensamento.
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04/01/09
Para a Miss Pearls: colegas de profissão!
"...Afinal, que têm em comum a Senhora Bush, Golda Meir, Nadezda Krupskaia (mulher de Lenine) e Hilda Guevara? E Mao Tse-Tung, Hume, Lewis Carroll, Benjamin Franklin e Marcel Duchamp? Pois bem: foram todos colegas de profissão e logo, meus colegas também..." (Miss Pearls)
Tetes à Claques - La Bibliothèque
Canada
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19/10/08
Ao Centro e em Aljubarrota
Do centro do país sempre vieram esperanças. Esta é uma zona do país com gente bravia e onde a batalha se ajusta no terreno. Talvez o gosto das lides de touros venha daí e talvez Rio Maior tenha um peso de saída e Aljubarrota seja uma alternativa à saída. Disto isto, deixo a sugestão de uma espaço que provavelmente já existe há muito mas que só agora está devidamente dinamizado. Fica assim um "amor em tempos de cólera", para os próximos dias e fins de semana.
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21/05/08
Aspiradores na blogosfera
Cada vez que o aspirador é chamado a intervir na blogosfera, os piano players ficam sem perceber patavina. A crónica de Desidério Murcho no Público de ontem, intitulada "Filosofia e aspiradores" ajuda a decifrar a origem da expressão.
Sobre o tema a reflexão impõe-se.
"A filosofia é sobretudo uma actividade crítica e não um corpo de conhecimentos"...A fiosofia é subversiva por natureza. Será que o deus cristão existe?"...Confunde-se muitas vezes a filosofia com discursos pretensamente inspiradores...."..."Mas não será uma ingenuidade procurar a verdade?"...
E finalmente ..."É este o poder do pensamento crítico: escangalha aspiradores e restitui-nos o filosofar genuíno, genuinamente subversivo".
Sobre o tema a reflexão impõe-se.
"A filosofia é sobretudo uma actividade crítica e não um corpo de conhecimentos"...A fiosofia é subversiva por natureza. Será que o deus cristão existe?"...Confunde-se muitas vezes a filosofia com discursos pretensamente inspiradores...."..."Mas não será uma ingenuidade procurar a verdade?"...
E finalmente ..."É este o poder do pensamento crítico: escangalha aspiradores e restitui-nos o filosofar genuíno, genuinamente subversivo".
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12/04/08
Os Velhos do Restelo
Os elitistas da blogosfera não vão gostar nada desta democratização das ideias através da blogues. A análise é muito simples e divertida. Aqueles que estão aqui desde o início e até pagaram ao MEC (Miguel Esteves Cardoso) e andam nisto há muitos anos e já pertenceram a muitos grupos são os Velhos do Restelo. Cada vez que aparece um novato, os Velhos do Restelo apressam-se a dar a mão e a retirar o tapete. Uma no cravo, outra na ferradura a ver o que dá.Tal e qual um arrogante profissional a questionar colegas sem experiência. Entre o direito de antena e a cortesia de aceitação os Velhos do Restelo não cedem o seu espaço e não perdem pitada para continuar na ribalta. Como nos partidos políticos eles têm elites e bases, têm almoços de carne assada e caves para chafurdar. Os Velhos do Restelo são barulhentos e facciosos na linguagem. Eles são os verdadeiros tugas armados em intelectuais de t-shirt e algodão.
Os novatos como não percebem nada disto, insistem em passar palavras e ideias soltas. Ainda bem! Com a difusão dos blogues institucionais não há que ter medo, ri quem pode e escreve quem deve.
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25/03/08
Ainda o mesmo tema
A melhor publicidade que se pode fazer a uma escola é falar dela o tempo todo. Nesta caso a Escola Carolina Michaelis no Porto. Excelente escola, como tantas outras com mais ou menos violência instalada e a quem tenho de manifestar o meu apoio a todos os profissionais, desde professores a funcionários que têm tentado educar alunos ao longo dos anos.Por outro lado, não fico surpreendida com aqueles que comentando esta história têm apresentado diferentes exemplos pessoais. Não admira que aqueles que dizem ter aprendido na escola da rua, lutando em bandos de garotos outrora inofensivos, tenham sido os que mais tarde na faculdade lutaram com polícias e bombeiros na brincadeira do agarra -foge. São igualmente estes, hoje professores de muitas escolas e universidades, intelectuais assumidos, que utilizam verborreia de homem da estiva ou camionista de pesados para debater ideias com as quais discordam. São também estes que servem de exemplo a outros adultos, igualmente a necessitar de melhor exemplos.
Num país assim, em que o exemplo do palavrão serve de desculpa para discordar de ideias e de graçola para quem os lê, não admira que estejam escolas, organismos e instituições num autêntico estado de sítio. Talvez, não fosse pior que o exemplo começasse exactamente aqui na blogosfera, sitio privilegiado para o marketing das ideias.
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19/03/08
Coisas "muito chatas"...
Houve uma época, em que de tempos a tempos, aparecia alguém mais ou menos conhecido que tinha umas coisas "muito chatas" para contar. Lembro-me até, de um apresentador de televisão que de partida para outro país, disse que quando voltasse muita coisa iria contar. Pois, voltou, entrou, saiu e nada! Ainda hoje, pelo menos eu, continuo à espera de ouvir o que, supostamente, ele tinha para comunicar.Uma tia minha costumava dizer em momentos mais difíceis ou quando a conversa entrava por caminhos duvidosos " Eu depois conto-lhe". Morreu e pelo número de vezes que utilizou a expressão, deve ter deixado o equivalente a uma enciclopédia para contar pelo menos aos sobrinhos.
Vem isto, a propósito de também Daniel Bessa andar há anos para contar a educação no meu país. Através da sua habitual coluna no Expresso fiquei a saber que apesar de "não ter ido à manifestação e de ter 47 anos de actividade de ensino, e de achar que o sistema português necessita de uma ordem nova" vem perguntar o que devemos dizer aos alunos.
Essa é boa! Então, não devia ser exactamente ele que foi dirigente de associações, empresas e universidades, a dar a sua opinião sobre o ensino? Será que, precisamente ele, ainda não teve tempo em quase 50 anos de formar, não opinião mas avaliação para os professores? Ou será, porque o assunto é justamente o resultado de uma nova ordem da qual também ele fez parte?
Se eu fosse a minha tia era agora o momento de dizer: "Eu depois conto-lhe...".
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18/02/08
Intelectuais de Ocasião
Um dia destes irei encontrar o caminho destes escritos. Mas antes disso, quero manifestar o meu apreço por aquelas pessoas que escrevem pelo prazer e não pela escrita. Provavelmente escritores duvidosos, concerteza aprendizes de muitos ofícios, excelentes críticos e admiradores de pares iguais.Deles, ninguém falará, são as "Daisies", são os intelectuais de ocasião. Mas são genuínos, porque nunca têm agenda e o sabor do que falam, é na maior parte das vezes para consumo próprio. A chama do olhar distrai-se na observação, o gozo dos sentidos na degustação das palavras. Um brinde a todos os meus amigos que continuam a gostar do dia seguinte, e que encontram tempo para o dizer.
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