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13/01/10
Avatar no Vaticano
17/02/09
"Escuta, Zé ninguém!"
Se as coisas nos chegam às mãos por alguma razão é. A minha atenção foi desviada do propósito inicial que já não sei qual era e o meu olhar caiu no livrinho de capa amarela. Está na minha biblioteca pessoal desde Agosto de 1976, foi comprado na Livraria do Diário de Notícias, no Rossio, em Lisboa e custou 60 escudos. Classificação numérica de entrada:752!Wilhelm Reich, 6ª edição, colecção Viragem, publicado pela Dom Quixote com tradução de Maria de Fátima Bivar.
"Chamam-te “Zé Ninguém!” “Homem Comum” e, ao que dizem, começou a tua era, a “Era do Homem Comum”. Mas não és tu que o dizes, Zé Ninguém, são eles, os vice-presidentes das grandes nações, os importantes dirigentes do proletariado, os filhos da burguesia arrependidos, os homens de Estado e os filósofos. Dão-te o futuro, mas não te perguntam pelo passado.
Tu és herdeiro de um passado terrível. A tua herança queima-te as mãos, e sou eu que to digo. A verdade é que todo o médico, sapateiro, mecânico ou educador que queira trabalhar e ganhar o seu pão deve conhecer as suas limitações. Há algumas décadas, tu, Zé Ninguém, começaste a penetrar no governo da Terra. O futuro da raça humana depende, a partir de agora, da maneira como pensas e ages. Porém, nem os teus mestres nem os teus senhores te dizem como realmente pensas e és, ninguém ousa dirigir-te a única critica que te podia tornar apto a ser inabalável senhor dos teus destinos. És “livre” apenas num sentido: livre da educação que te permitiria conduzires a tua vida como te aprouvesse, acima da autocrítica..."
(excerto, da obra citada)
01/07/08
11/06/08
06/05/08
Think Tanks Work!
Para a maioria de nós o conceito de liberdade não é algo que se procure. Tem- se ou não se tem. No conceito económico liberdade é algo que se procura. No conceito liberal quanto maior for a liberdade individual maior é a liberdade de um país. Encontrar liberdade é o objectivo da Atlas Economic Research Foundation /. Para isso muito têm contribuído os "Think Tanks" espalhados por todo o mundo.Numa altura de palavreado político e de candidatos a palavreado, para o meu país e em tempo de reflexão deixo algumas opções:
1 - Desenvolver o projecto de liberdade
2 - Seguir o candidato
3 - Vencer o candidato
4 - Alimentar os candidatos
5 - Emigrar para outras paragens
6 - Rezar por melhores dias
Eu, depois de ouvir as pessoas da Atlas optaria pela primeira. As gentes do meu país também deviam.
30/04/08
I have a dream...
Martin Luther King, Jr., nasceu a 15 de Janeiro de 1929. Em Gandhi e na fé encontrou a inspiração. Lutou pela igualdade dos direitos civis e humanos. Com 35 anos, Martin Luther King, Jr.,recebeu o Prémio Nobel. Ao ser notificado do valor do prémio $54,123 anunciou que o mesmo seria entregue ao movimento dos direitos civis. Na noite de 4 de Abril de 1968, foi assassinado na varanda do quarto dum motel em Memphis Tennessee, enquanto apoiava uma marcha de protesto a favor da greve dos funcionários do lixo da cidade. Morreu sem ver realizado o sonho. Ao longo do rio Mississipi o eco das suas palavras ainda se faz ouvir "I have a dream...".
03/03/08
...joaninha voa, voa...
"...joaninha voa voa que o teu pai foi pr'a Lisboa..."E joaninha voou! Joaninha voou para onde estava o mundo. Joaninha foi à procura da movida madrilena e no meio da multidão, ela irá encontrar o seu mundo. Outrora patinho feio, hoje cisne branco como o cristal, corpo franzino e olhos brilhantes de excitação, joaninha voa pelas ruas da cidade. Com a mente sem névoas ela voa para o seu primeiro emprego, para a sua segunda casa. Tal como das outras vezes, o ninho ficou mais leve porque joaninha voou.
Pelas ruas de Madrid, ela voa sentindo a liberdade no rosto, olhando as montras com belos vestidos, sapatos e jóias que um dia serão dela, comprados por ela, com o dinheiro ganho por ela. Joaninha mulher, vivendo os primeiros minutos de liberdade e os últimos de menina. Daqui a umas horas será o primeiro dia, o lugar está lá à sua espera, dela apenas alguns saberão coisas miúdas, sem consequência.
Logo à noite quando joaninha regressar a casa, os pés doridos e o pescoço cansado, cairá na cama com o peito cheio de felicidade e a satisfação de que amanhã novo dia virá. Entre o cair na cama e o adormecer joaninha vai lembrar-se de levar uns sapatos com salto mais baixo, uma camisola menos decotada e as unhas impecavelmente pintadas de cor de carmim. E com os olhos semi cerrados joaninha ouve a voz do seu papá lá longe em Lisboa, e adormece com um sorriso nos lábios.
27/02/08
Cuba em revisão
Cuba pertence ao imaginário daqueles que viveram músicas e sons bem regados a sonhos de praias, sol e muitas cabanas enamoradas. Os primeiros a visitarem o país logo após o 25 de Abril de 74 em Portugal, traziam slides maravilhosos do famoso sistema de saúde pública, do sistema de ensino, da igualdade de classes, da luta pela liberdade e as fantásticas histórias de como um médico tinha tudo o que necessitava para ser feliz, os restaurantes forneciam iguarias nunca vistas - o famoso pão preto, hoje chamado, simplesmente de centeio.Estes pioneiros de visitas a Cuba iam em viagens organizadas pela Associação Portugal-Cuba a baixos preços para agradar a todos os muitos militantes, que de repente apareceram no nosso país sem que alguém alguma vez os tivesse visto. Cuba era o modelo do comunismo, Fidel o ídolo sem crítica e Che o valentão da odisseia.
Anos mais tarde, perante a inevitável necessidade económica e a relativa abertura ao exterior levou muitos de nós a visitar o país. Como os anos nos tinham dado algum discernimento político, até viemos razoavelmente impressionados, afinal o país não estava assim tão mal. Engano! O que afinal vimos, foi aquilo que Fidel mais uma vez nos quis mostrar: as praias, os hotéis, os supermercados recheados de alimentos, mesmo que de uma só marca, as músicas e os cantores. Pelo meio, ficaram os cubanos que não podem sair livremente do seu país, os médicos que são motoristas de táxi, as professoras que fazem tranças na praia. Os motoristas têm uma formação formidável, não deve haver outro país com profissionais à altura, as cabeleireiras idem e os turistas ficam bem informados.
Com esta vontade de copiar exemplos já feitos, oxalá o meu país não venha a ter portugueses motoristas de táxi, professores e outros licenciados à medida dos profissionais cubanos. E acima de tudo, que nunca existam turistas que visitem o meu Portugal, com bilhete barato organizado por associações de países desejosas de mostrar bons exemplos.
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