05/12/08

Fechei a porta à desgraça


Beth Carvalho - Fechei a Porta

Ventania, sem rei nem roque

Por um lado a ideia das portas abertas é boa, poder entrar e sair sempre que nos apetece dá-nos a ideia de liberdade. Por outro lado, sempre que alguém pretende escancarar a porta as dores nas costas aparecem e, ai! que está muito frio e as correntes de ar são perigosas. Nos últimos tempos temos tido muitos ventos. São os ventos da crise financeira, são os ventos dos professores, são os ventos dos militares, são os ventos dos reformados, são os ventos dos médicos, são os ventos dos partidos, são os ventos da memória, são os ventos!
Neste último ano, ninguém esperava que tantos agasalhos fossem necessários para tapar buracos de diversas naturezas. E isso é que é perigoso, porque estamos a chegar ao Natal e a nossa boa vontade está muito gelada. Nesta altura do ano, necessitávamos de ter um pouco de conforto para iniciar um ano que se avizinha muito difícil e em que precisamos de acreditar que as vozes que até aqui se têm levantado o fazem com a determinação esperada, embora cada vez me pareça mais difícil sobreviver num país que não tem nem rei nem roque.

04/12/08

Abriram-se as portas

Plano de salvação

Nos últimos dias temos assistido a diversas entrevistas e debates televisivos sobre o suposto "plano de salvamento" do BPP. O que assalta à mente é a coincidência da frase e das palavras. Para mim, isto parece mais um plano de salvação para a banca se não mesmo para o país. Acontece que a frase só me recorda tempos que só eram divertidos porque eu era uma jovem a "armar aos cágados". Infelizmente, nem o período é menos grave nem os cágados são outros, ainda que, tenham cores mais esbatidas. Estes planos, só podem ser mesmo planos de salvação nacional, especialmente, quando se discute a autoridade das palavras do Governador do Banco de Portugal face às apresentadas pelo Ministro das Finanças, ou se o discurso que devemos antecipar por parte do Primeiro Ministro deverá ser mais popular e o do Ministro das Finanças mais rigoroso.
Isto quer dizer o quê? Que estamos num país em que cada um vai dizendo o que quer, o que pode ou aquilo que é verdade? Neste momento do salve-se quem puder, o melhor é revermos o poder que entregámos a quem nos representa enquanto há tempo.

Money, where are you?


Pink Floyd - Money

03/12/08

Por las calles de Madrid


É sempre um prazer andar em Madrid. A cidade impõe-se a quem passa sem se intrometer com quem vai. A vida faz-se de forma agitada e o brilho desta altura do ano adorna a cidade. As compras já foram, porque também em Madrid se nota a queda do poder de compra. Em Madrid, podemos fazer o que nos dá outro fôlego para regressar, seja ao passear a pé pelas largas avenidas ou pelas pequenas calles cheias de história, de música, de sabor e cor. Em Madrid, não tropeçamos nos buracos dos passeios e podemos andar com carrinhos de bebé como diz a Rititi. E ficamos bem com a movida madrileña que nos puxa até altas horas com una copa de vino e unas tapas, seguida de uma ida ao teatro ou a outro lugar de moda. Madrid por supuesto, para a Ana, sem esquecer as livrarias que eternamente nos sugam para si mesmas, levando-nos ao prazer da alma e à paixão de jóias inesperadas.

02/12/08

Tombe la neige



Adamo , Tombe la neige