09/03/09

Células estaminais

President Barack Obama is applauded by members of Congress, and others, after signing an Executive Order on stem cells and a Presidential Memorandum on scientific integrity, Monday, March 9, 2009.

A aprovação e o fim do entrave à utilização de recursos financeiros na investigação através das células estaminais vem apenas dar continuidade aos estudos já iniciados e postos em causa pela administração Bush desde 2001. Corresponde a uns dos pontos da agenda de Obama e uma vitória da comunidade cientifica internacional. E este é um assuntos que está mais do que nunca na ordem do dia. O meu aplauso a Obama, Yes Sir!

08/03/09

Um Porto cheio de eventos

Ainda dizemos que o Porto não tem eventos e é uma cidade sem graça! Pois este fim de semana o difícil era conseguir ir a todos, ser visto em todos e ter tempo para apreciar o que se nos oferecia. A selecção ia desde a passagem pela Exposição de Camélias no Pavilhão Rosa Mota com visita ao Palácio de Cristal e Casa Tait, o must da inauguração do pavimento da autoria de Ângelo de Sousa na Miguel Bombarda, e visita às galerias de arte, a actual Feira do Livro, a participação na prova da Essência do Vinho no Palácio da Bolsa, a visita ao Festival de Gastronomia de Trás-os-Montes no Edifício da Alfandega, já para não falar das múltiplas sugestões para assinalar o Dia Internacional da Mulher. Estamos de vento em popa e ainda bem que as cidades começam a ter coisas para ver e que finalmente as pessoas percebem que há mais do que centros comerciais. Continuamos a pecar na divulgação, mas enfim vamos podendo dar de beber à alma porque a dor já está está mais do que saciada. O importante é criar o hábito que o monge vem de seguida. Em Londres, por exemplo, o tempo não interessa a quem lá vive porque uma pessoa nunca se aborrece, tem sempre coisas para fazer. E mesmo que a determinada altura a falta de sol nos inquiete, rapidamente encontramos soluções para gente de todas as idades, e esta é a grande diferença. Nós somos aborrecidos não por causa do tempo mas porque não temos eventos que nos agucem a curiosidade e a distracção. Eu até estou desconfiada que é por isso que os nossos políticos nos tentam divertir com as suas larachas. E por partidas, isto vai ser uma alegria na cidade e tudo o que se inaugurar a partir de agora, vai ser algo já previsto pelo anterior autarca socialista, e que só agora se fez por "teimosia" do actual. A campanha começou minha gente, e é ver quem é que mais puxa a brasa à sardinha. Como dizia António Barreto sobre outro assunto no jornal Público "até é possível que seja legal mas não tenho a certeza é que seja honesto". Eu também concordo, não tenho a certeza que esta gente seja séria ao reclamar a obra para si quando na verdade o dinheiro é de todos nós, e neste momento o que me interessa é que foi feita, independentemente de quem a pôs no planeamento da autarquia.

07/03/09

Reviver a fama

06/03/09

Proteger a liberdade individual?

"Vá dizer aos adolescentes que namoram, que querem dar o passo seguinte e viver em união de facto, que agora vão ter que assumir tudo isto. E que quando a relação acabar têm de indemnizar o outro. Esta esquerda que se diz moderninha quer entrar em casa das pessoas e impor os seus padrões" (Nuno Melo)

O deputado do CDS apesar de ter razão no essencial e da sua adolescência já ir longe, atirou uma frase bombástica típica do ambiente da AR mas desvia a atenção do que interessa. E o que está mesmo à vista é que se o PS não conseguir aprovar a lei do casamento homossexual, tem por antecipação, a lei que vigora sobre as uniões de facto muito mais apertada e distinguindo-se pouco do que vigora no casamento civil, permitindo também, a seu tempo, facilitar a adopção por pessoas que vivam em comunhão ou em união de facto. Com isto pretende-se fazer lei à força, com a subtileza de nos fazer pensar que vamos todos ficar melhor. Provavelmente é fazer justiça alargada, mas é sem sombra de dúvida uma rasteira para todos, a começar pelos que querem que o casamento não tenha género e que seja aprovado. Este é um ponto onde naturalmente os partidos nunca vão estar de acordo e é também por se saber disso que o PS e o resto da esquerda quer adiantar serviço e aprovar o que já existe. E se for tão semelhante ao casamento que pouco distingue os regimes, a imposição de direitos retira pertinência a outros debates, mesmo que ao abrigo da liberdade ou da igualdade. E quanto a proteger as pessoas para que decidam livremente sobre as suas vidas, não me parece que necessitemos do estado para nos dizer como fazer.

05/03/09

O género do casamento

Depois de uma vigília a favor da causa, continua hoje nos EUA o debate sobre a revisão da decisão do Tribunal Supremo da Califórnia sobre a aprovação do casamento homossexual. Este é um debate que tem dividido vários países, incluindo o nosso, e que muitos apontam como uma questão cultural, incluindo os Estados Unidos. Esta questão que para alguns gera polémica incendiada e para outros não tem sequer lugar a dúvidas por ser um assunto de liberdade e igualdade, merece que lhe dedique mais atenção. Por hoje, terá direito a destaque de um comentário feito e lido nas notícias internacionais.
“Let homosexuals get married. Big deal. Plus, why should only men and women go through the misery of divorce. Let a couple of alternatives go through it. After a while they will ban marriage themselves.”
Independentemente da opinião de cada um e de cada qual, a igualdade do casamento tem também este lado das competências, e provavelmente o comentador tem razão no que diz. Assim que tivermos todos os mesmos direitos e deveres independentemente da natureza do género, vêm igualmente a seguir e da forma mais tradicional possível, todas as consequências do acto. E aí poderíamos ver se o número de divórcios aumentaria, se os casais com filhos adoptados ou não seriam mais conservadores, se as maleitas tradicionalmente associadas ao casamento surgiriam com maior ou menor frequência, se a adopção é o assunto mais importante nesta discussão ou apenas mais um direito que faz parte do pacote a que se tem direito, se o número de casais homo crescia de forma tendencialmente superior que o dos casais hetero, se os filhos tinham ou não diferenças na aprendizagem, se a questão cultural é a natureza do desgaste. Ou seja, na verdade, poderíamos analisar se o conceito de família se destruía ou pelo contrário repunha princípios esquecidos e quais são os valores que determinam a natureza dos seres. Mesmo sabendo que a dimensão da amostra teria de ser significativa para podermos comparar, "e outras coisas sendo iguais", eu gostaria de poder fazer esta análise em tempo de vida.

03/03/09

Olha o guito, Barreto!

A malta cá da terra tinha umas poupanças mas atenção que não somos ricos, portanto não andem para aí a dizer que lá porque entregamos o dinheiro a um banco que era apenas pequeno e de investimento, somos ricos. Não, nada disso os depósitos a prazo que na verdade não eram a prazo mas de capital garantido com retorno absoluto, eram em média de 200.000,00 euros. E os bancos de investimento dos ricos são coisa diferente, aceitam valores muito superiores e isto não era para a maralha e agora não venham com tretas de gente rica a querer ter a devolução do que perderam. Os ricos têm cultura em geral por isso depositaram em bancos grandes que garantem o dinheiro. Agora a maralha só tem "coltura", a maralha também não percebe nada de contratos, que aliás não lê, nada percebe dessa história de spreads, investimentos curtos, longos, com risco, sem risco e a maralha o que quer é o seu juro e esse era bem gordo e chorudo. Só que o pobre costuma desconfiar da fartura e neste caso não quis saber. O que quis foi ter e ser igual aos outros tansos que acreditaram que a banca não enganava. Cultura financeira vamos ter a partir de agora, por sugestão da dra. Fátima da televisão que vai pedir à dra Maria de Lurdes do ministério que inclua essa disciplina no secundário. Aliás muito mais interessante do que outras disciplinas das quais os alunos estão mais do que fartos de ter e onde nada aprendem, pelo menos com esta vão aprender a não ser ursos e a ler tudo o que lhes puserem à frente. E também que em vez de acreditar nas instituições per si devem questionar os conselheiros da banca. E já agora ter a certeza que a rapaziada sabe do que fala.
Quem não precisa nada disto porque já nasce ensinado, e tem olho vivo é que se tramou. Daí que o Barreto sendo um homem importante e viajado, com o dinheiro ganho pelo suor e com a enxada a ajudar, tenha ficado aflito quando a maralha que lhe entregou as poupanças começou a telefonar lá dos países evoluídos. "Ó Barreto tu vê lá do guito, pá! Dizem que os bancos andam para aí a perder dinheiro a torto e a direito, tu vê lá Barreto que a malta está aqui emigrada e confia em ti!". E o Barreto ficou assustado e aproveitou a boleia e toca de contar a sua história. Eu gostei do Barreto, mas o que já me está a enervar é esta recente necessidade e falta de tato de colocar nos programas de"gente fina para seus iguais" os uns e os outros, cultura vs "coltura" e querer ensinar a maralha com ares de sabedoria mal aprendida tratando-nos a todos como maralha. O debate transforma-se num cine falcatrua com actores feitos à pressa e eu não gosto, "prontos"!

02/03/09

Good madness à segunda feira!