07/09/09
06/09/09
Entre marido e mulher não metas a colher
Há muito que não se via um casal tão unido como o José Eduardo Moniz e a Manuela Moura Guedes. Também devo dizer que nunca vi o jornal da TVI a não ser nos apontamentos publicados nos blogues ou através do YouTube. Parece-me no entanto, que a saída de Moniz levaria mais tarde ou mais cedo ao afastamento de MMG pela simples razão de que ela só era subdirectora e tinha linha de acção para dizer e fazer o que lhe apetecia, não por ser uma jornalista séria, mas porque quem mandava na estação era a dupla marido e mulher. Quem não sabe isto deve andar muito distraído porque sempre assim foi. Por acaso, a jornalista tem talento suficiente para alguma estação televisiva ou é apenas mais uma forma de entretenimento para entrevistas e audiências? E alguém é ingénuo para acreditar que a Prisa a deixaria continuar com o estilo abusivo com que conduzia a informação e a falta de integridade jornalística com que abordava os temas ao abrigo da verdade? Pois aí está, parece que a política da verdade passou a cobrir melhor os noticiários desde que os dois retomaram o mesmo espaço.
Eduardo Moniz, sempre estimado pelos colegas, disse que não via razão para que MMG também saísse da TVI. A relação marido e mulher e não dois jornalistas que por acaso são casados um com o outro, privilegiou o alinhamento do Jornal Nacional. É pena porque passou a vitimização nacional e argumento contra o partido do governo, nomeadamente, contra José Sócrates que ao esquecer que "não podia morder o cão", ajudou o par na sua mediatização, e aumentou as hipóteses de reemprego para Moura Guedes dando trunfos à oposição. Uma chachada duma salgalhada numa altura em que o país o que menos precisava era de mais distracções eleitorais. Assim sendo, diz lá agora Manela, quanto é que tu ganhas com esta ajudinha à partidite.
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04/09/09
América no seu melhor...
Acho que estas coisas só acontecem na América. Andamos nós a tentar brincar aos cow-boys num país de sisudos e a querer imitar o impossível. Por um lado ainda bem, por outro é assim que se vê a capacidade de ganhar eleições com o poder dos media à mistura. Num país onde os preconceitos não existem, todos são artistas e tudo é exportado . É a diferença entre o palhaço pobre e o palhaço rico. No circo as crianças gostam do pobre e tendem a detestar o rico. Em adultos fazem de ricos sendo apenas uns pobres palhaços. A América no seu melhor e no meio da crise, diverte-se com políticos e gente desconhecida. Portugal no seu pior e no final de campanha, imagina casamentos sem tango ou melodia entre gente conhecida, enquanto aguarda pelos incógnitos. Sinais que eu sei que nós sabemos e vós sabeis, digo eu!
'JK Wedding Entrance Dance'
'JK Wedding Entrance Dance'
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03/09/09
Emmanuel Jal
"For five years, young Emmanuel Jal fought as a child soldier in the Sudan. Rescued by an aid worker, he's become an international hip-hop star and an activist for kids in war zones. In words and lyrics, he tells the story of his amazing life."
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02/09/09
As madeiras portuguesas
Ali para a região de Paços de Ferreira a madeira que mais se tem usado ultimamente para desenvolver a indústria do móvel é o pinho. Antigamente, quem queria requinte escolhia as belas e exóticas madeiras africanas. Os móveis eram assim talhados artesanalmente pelos nossos artífices e vendidos mais tarde nas fábricas da região do Vale do Sousa. O país corria a Paços de Ferreira e a Paredes para comprar o que sabíamos ser a qualidade do produto nacional. Com o desenvolvimento das políticas ecológicas e de protecção da floresta, outras soluções como os aglomerados, apareceram e deram origem à famosa Tabopan na região de Amarante, e mais tarde a uma fatia razoável e parte do negócio de Belmiro de Azevedo. Enquanto este, se entendeu com as diversas formas de fazer barato o produto que muita gente aproveitou, o Comendador José de Abreu dono da Tabopan ficou em situação difícil no pós 25 de Abril com os trabalhadores em greve, o negócio em ruínas e sem as mordomias provenientes do anterior regime. Cada um fez o que pode para se enquadrar na nova realidade do Norte do país e das madeiras em geral. No entretanto, quem queria comprar uns móveis baratinhos de cozinha ou coisa simples ia à Rua da Picaria no Porto e escolhido o móvel de madeira de pinho, era só levar para casa acabar de envernizar ou pintar conforme o gosto. A madeira de pinho, nunca teve grande reputação, embora hoje se saiba que é utilizada de forma mais sofisticada por muitos arquitectos. É dura e difícil de trabalhar mas com arte e sabedoria tem sido utilizada com mais frequência e sem o mesmo rancor. Em Portugal, sempre encontramos forma de deitar abaixo o produto nacional, desvalorizar o material até ao dia em que o dito cai em desgraça. Aí, somos exímios em reabilitar a peça. Foi que aconteceu com Manuel Pinho, o nosso ex-ministro da Economia, meu predilecto pela capacidade de desenrascar as situações mais difíceis e também o mais absurdo dos ministros a dialogar com os empresários, que por alguma razão desconhecida e que só pode estar relacionada com a cena dos corninhos, passa a nome de avenida. E nada como a Câmara Municipal de Paços de Ferreira para lhe atribuir tal distinção. Na verdade, foi a graças a Pinho que parte das fábricas foram ao ar, as multinacionais se instalaram, a escola de design se fez, os suecos continuaram alimentar os jantares e eu, uma portuguesa incluída nos convites de apresentação das mega reformas e dos projectos de desenvolvimento tecnológico, comi o tal capão no dia da assinatura do Tratado de Lisboa. O Tratado foi-se e eu já me estou a fazer ao bife que irei saborear na próxima temporada de apresentações à pala de mais uns talhantes da região do Sousa com corninhos à mistura e madeiras do norte da Europa.
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01/09/09
Se dizem, eu acredito!
Dois blogues consideram-me viciante ao ponto de me concederem este prémio. Assim sendo, eu só tenho de agradecer e continuar a merecer a distinção. A minha vénia ao Nocturno e ao Delito de Opinião, pela honra atribuída e retribuída.

As regras dizem que devo observar os seguintes pontos:
1. Mencionar três compromissos para o futuro
- Rever os minhas prioridades a partir do dia 30 de Setembro. Porque terei feito 55 anos, porque terei casado um filho, porque sou avó fruto de outro filho, porque tenho uma filha em Madrid e outra em Londres e a vida deve ser pensada a dois e ao final de 33 anos de um feliz casamento.
- Abraçar um novo projecto profissional que será diferente do que até aqui vivi com igual paixão, melhor tempo e sabedoria.
- Visitar todos os países que tenho na lista e ler os livros acumulados nas prateleiras, sem me esquecer do meu país e das minhas responsabilidades de cidadã do mundo desenvolvido.
2. Indicar 10 blogues viciantes
Os meus blogues viciantes são mais que os indicados, fazem parte das minhas rotinas mesmo que nem sempre comente. São visitados diariamente ou com muita frequência e alguns nada têm a ver com os outros. Distinguem-se por esta ou aquela particularidade, são todos locais onde me sinto bem, me divirto, penso, medito e são fonte de inspiração para alguns textos. Todos merecem ser visitados, escolhi estes 21 por ser número ímpar e que corresponde à maioridade da minha geração.
Nocturno
Abencerragem
Catharsis
Porta do Vento
O Privilégio dos Caminhos
De Si para si
Desconversa
Esconderijo
Lobi do Chá
Delito de opinião
A Barbearia do Senhor Luís
Bichocarpinteiro
Crónicas do Rochedo
Ma-Schamba
Geração Rasca
The Tricky Traveller
Walter Ego
Inquietações
Cantinho de Luzcia
Lote 5-1ºDto
O Faroleiro (que devia escrever mais)

As regras dizem que devo observar os seguintes pontos:
1. Mencionar três compromissos para o futuro
- Rever os minhas prioridades a partir do dia 30 de Setembro. Porque terei feito 55 anos, porque terei casado um filho, porque sou avó fruto de outro filho, porque tenho uma filha em Madrid e outra em Londres e a vida deve ser pensada a dois e ao final de 33 anos de um feliz casamento.
- Abraçar um novo projecto profissional que será diferente do que até aqui vivi com igual paixão, melhor tempo e sabedoria.
- Visitar todos os países que tenho na lista e ler os livros acumulados nas prateleiras, sem me esquecer do meu país e das minhas responsabilidades de cidadã do mundo desenvolvido.
2. Indicar 10 blogues viciantes
Os meus blogues viciantes são mais que os indicados, fazem parte das minhas rotinas mesmo que nem sempre comente. São visitados diariamente ou com muita frequência e alguns nada têm a ver com os outros. Distinguem-se por esta ou aquela particularidade, são todos locais onde me sinto bem, me divirto, penso, medito e são fonte de inspiração para alguns textos. Todos merecem ser visitados, escolhi estes 21 por ser número ímpar e que corresponde à maioridade da minha geração.
Nocturno
Abencerragem
Catharsis
Porta do Vento
O Privilégio dos Caminhos
De Si para si
Desconversa
Esconderijo
Lobi do Chá
Delito de opinião
A Barbearia do Senhor Luís
Bichocarpinteiro
Crónicas do Rochedo
Ma-Schamba
Geração Rasca
The Tricky Traveller
Walter Ego
Inquietações
Cantinho de Luzcia
Lote 5-1ºDto
O Faroleiro (que devia escrever mais)
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