10/05/09

A magia da diferença

Numa época em que se reclama o melhor, o conceito contrário inicia o seu caminho. The Worst pode ser uma experiência desejada e é uma ideia absolutamente genial. Pegar naquilo que todos queremos esconder e torná-lo num bestseller. É nos momentos de crise que surgem as ideias inovadoras e para isso nada melhor que olhar à volta e simplesmente tirar partido do mais simples. Um hotel em Amsterdão, fez da sua menos -valia uma mais-valia. O marketing e uma excelente campanha fizeram o resto. Muito mais eficaz que remodelar e ficar igual a tantos outros na cidade, o hotel apostou em mostrar o que de pior tem, mas numa óptica ecológica. O conceito não é a porcaria mas sim o eco-sistema, o conceito não é falta de conforto mas sim contenção térmica, eco mais uma vez. Um sistema que limita energia e utilização de recursos apenas ao básico de que necessitamos. O livro está publicado e outros lugares irão surgir.
A partir de agora haverá um nicho de mercado a explorar e Portugal pode ser o primeiro candidato. O jornal "i" foi já o primeiro a trazer a ideia através do seu roteiro de restaurantes clandestinos mesmo aqui ao lado e em Lisboa.
A magia está no produto e a diferença nos que o descobrem e o divulgam em primeiro.

5 comentários:

Mike disse...

Gosto da contra-corrente, GJ. O seu post, que gostei de ler, tem algo de quase subversivo. :)

Lina Arroja (GJ) disse...

É assim que vejo os bons projectos...:)

Luísa A. disse...

Mas se essa «contra-corrente» não revela a mesma ou maior qualidade do que a «corrente», não estará condenada a não passar de uma moda, naturalmente transitória, GJ? :-)

Lina Arroja (GJ) disse...

É verdade, Luísa. O produto tem de ter a mesma qualidade, por isso é que não é " a porcaria" ou " a sujidade" ou " o desconforto", mas sim um pacote de sensações/conceitos que estamos a vender.
Neste momento existem nichos de mercado para pequenos hotéis, localizados em zonas centrais e a preços módicos. Em Portugal as nossas pensões podiam ser recuperads e passadas a pequenos hotéis "boutique" familiares.

Lina Arroja (GJ) disse...

Na economia e no marketing nada pior que a moda. Ou é tendência e tem futuro ou cai e nem chega a sair à rua.
Noutras áreas também, ou é corrente ou fica onde está. E mesmo que tenha meia dúzia de seguidores não faz tendência, não faz produto, não faz retorno do investimento, não tem ciclo de vida, morre à nascença.
Mas, se o conceito for bom, se a ideia for bem interpretada,se houver investidores que a suportem e for bem comunicada, podemos fazer corrente. As artes são disso um bom exemplo.